a dor é o reflexo do nosso fundo fincado. ultimamente opero neste plano - no plano da dor em meio ao desajuste, que, em breve, espero, não seja curada com homeopatia que foi encomendada.
sábado, outubro 14, 2006
ódio meu
a dor é o reflexo do nosso fundo fincado. ultimamente opero neste plano - no plano da dor em meio ao desajuste, que, em breve, espero, não seja curada com homeopatia que foi encomendada.
segunda-feira, outubro 09, 2006
feia?

a caveiruda se rebocava. de meia em meia hora ia ao espelho rebocar a bocarra de um batom cor de lama. depois de besuntar bem os beiços esperava a escuridão da boate transformá-la em cinderela de fábula. assim, amanheceu o dia e a carruagem não veio. a vontade de ser uma bella donna ficou perdida no vapor da noite esgotada. agora, ela descia as escadas do inferninho, meio torta e acompanhada do etílico caminhar que se expandia para os lados, batia descompassada na laje, os sapatos pintados de caneta hidrocor. o sol dourado batia em seu rosto de esfumaçado colorido, que borrado, revelava toda a fealdade que o breu da noite escondeu.
terça-feira, outubro 03, 2006
domingo, outubro 01, 2006
niger fly

há dias queria pedi-la em casamento. tomou coragem. antes das passagens comprou as alianças; o neto estava saudoso do vô e rumava com erva de chimarrão para matear os dias longínquos; a moça veria o pai do nenê, não há muito no mundo; o outro queria férias, férias, férias, enfim livrar-se e viver; a outra finalmente fecharia o contrato do seguro com o grande cabeça; aquele voltava para casa antes do tempo e faria uma surpresa às crias; a outra iria estreiar a voz em outras terras, em um show marcado pela amiga; ele levava um violão suplicado pelo filho para iniciar-se nas cordas; a avó levava potes com geléia de ibiscus forrada de pano xadrez; o outro, pequeno, viajava sozinho pela primeira vez e via da janela a imensidão do céu de outubro.
o outro + 30
a outra + 30
o outro + 20
a outra + 7
o outro + 11
a outra + 9
o outro + 6
a outra + 9
o outro + 13 outras
quinta-feira, setembro 28, 2006
segunda-feira, setembro 25, 2006
hum
quinta-feira, setembro 21, 2006
segunda-feira, setembro 18, 2006
amor pela coisa
sexta-feira, setembro 15, 2006
doidilo
passaram semanas, duplicados meses a esmerar-se em juntar gravetos para fogueira de São João. as unhas eram um mataborrão depositário de areia que já fazia esboços de carvão.a noite veio, de uma hora para outra, simplesmente caiu em sua cabeça como um balde que despenca da mão ensaboada. de súbido, o quentão veio junto com o balde, bueno, a gaita no chão já estava, pois que estalou os benditos beiços, assobiou, chupou cana, comeu pipoca, palitou os dente, bailou num pé com o outro fez mais festa, mas bah... que baita bailanta de gosto!
terça-feira, setembro 12, 2006
sábado, setembro 09, 2006
90' s junkie memories

perdidas entre tantas coisas que já não eram e tantas que deveriam vir a ser, exalávamos nossa bafuda humaneza sem a mínima culpa. nossas certezas andavam firmes nas muletas de um mundo, que ao contrário do outro, não nos cuspia na cara.
quem mandou?
putakeospa
putakeospa, onde foi parar - eu te pergunto - onde foi parar o ciclo, o simbolinho fajuto do yin-yang que tu tanto rabiscou naquelas merdas de cadernos bege de pobreta doados por uma alma caridosa que nos colocou dentro daquele internato?
fomos para o Egito sem tirar nossos pés do chão, saciamos nossas torpezas tremendo agradecidas ao receber entidades em nosso corpo e... acima de tudo, acima de todos os Exús paranóicos e extraterrestres que desprezávamos, triunfamos no presídio. sim, triunfamos uma vitória sem lá muito gosto de nobreza, mas ainda assim, saímos montadas na soberba da vitória e podre de loucas, carregando um troféu transparente em baixo do braço, que até hoje paira em nossa inexistente escrivaninha empoeirada. güentamos, machas dominantes, até a reta final, o limite do insuportável ao cubo e sem arrego.
toca fogo no latão e chama a empregada!
toca fogo no latão e chama a empregada! (essa cena levo para o filminho do rewind do último suspiro a que temos direito) lembro-me que para dares fim ao duelo que travaste com a tua fominha rival, decidiste incendiar a maldita lata inflamável dos sonhos e, como uma vicking, que desconhece derrota, quase incendiaste o quarto para dar cabo da bossa.
fizemos uma escolha. não, duas escolhas. demos nossa cara para bater. e depois, de gorda gula, oferecemos a outra - a cara de dentro apenas pela mais pura dor de estarmos longe de nossa pátria mater salve, salve.
fodas mentais
é, não tinha jeito, companheiras, nos perdemos no meio da estrada e não havia ninguém para nos levar um reles mapa norteador. mas afinal, nem queríamos. rejeitávamos a hipótese de que algum meio esboço de ser vivo nos encontrasse; queríamos era ficar perdidas, em roam e sem satélite, vagando sem rumo, com os morcegos da nossa imaginação sugando-nos até a última gota e, nós, claro, deixando-se ao léu da absoluta vampiragem.
quando achávamos o caminho de volta - era a deus dará e sempre no chão do quarto de beira de corredor em que jazíamos, inertes, padecendo o duro confronto com a cara irredutível do real. e o virtuosismo máximo da breguice de atar eram aquelas colchas desgraçadamente mal escolhidas - um colorido aviltante ao nosso estilo não-estilo rebel que nos ejetava para longe dos beliches. por isso, será? gostávamos, tolinhas inconscientes, do chão?
um passado que passou
luz do micro banheiro acesa, e os sons do sinos de Floyd a tilintar como as mágicas estrelas da amante do Peter Pan.
-meu, tu é a coisa mais ruim que tem desse lado.
-mas por quê? mas por que, cargas d´água, Simone, eu sou a coisa mais ruim que tem desse lado?
- bah, meu, não sei, eu só sei que tu é a coisa mais ruim que tem desse lado.
-logo, eu? pelo deus que te ouve, guria! logo eu que te amo pra caralho?
-ah, meu, não sei... foi o que apareceu aqui, oras. ah, esquece, cara, foi um passado que passou.
- tu é um cacete, isso é o que tu é!
cinqüenta encarnações
as estrelas continuavam a brilhar e a vida, como nunca, começava a valer a pena de novo, mesmo sabendo ser eu a coisa mais ruim daquele lado, e mesmo sabendo ser as estúpidas mãos dos que se diziam nossos salvadores que socavam a porta do quarto até rebentar de vez com nossa paz.
nunca ninguém atendeu. nunca ninguém atendeu quem batia em nossa porta. afinal, não estávamos lá.
a vida, nossa! como passa.
a nossa vida passa.
e a uva, gurias
também é passa.
se me perguntarem o que ficou dessa noite...
olha, ainda não tenho respostas prontas - o que ficou eu não sei direito. na verdade, cada copo sabe de seu residual depois do kerbe, mas prefiro omitir minhas verdades cavernosas. fica mais misterioso assim, fica mais chique sair pela névoa da tangente. o que eu sei é que a tempestade de insubmissão sempre valeu a pena, e por mais mais vinte, trinta, cinqüenta encarnações em cima desse corpo, juro, faria do início ao fim tudo de novo; apenas um senão eu mudaria: a porta fechada - sim, eu destrancaria.
quinta-feira, setembro 07, 2006
digo que fico
domingo, setembro 03, 2006
mala mujer
ah, te animou, é?
quinta-feira, agosto 31, 2006
segunda-feira, agosto 28, 2006
sábado, agosto 26, 2006
cris
quinta-feira, agosto 24, 2006
o sorriso do lixo
segunda-feira, agosto 21, 2006
quinta-feira, agosto 17, 2006
em bálsamo negro

olhos cerrados no refúgio do quarto protetor. venha, bálsamo negro, para eu aos poucos escapar no ir me indo sem medo de chegar logo lá. daqui a pouco mais - sumindo, indo, indo, beeeem distante, eu vou estar.
os sons daqui começam a ficar baixinho e, de repente, a respiração da barriga é acordeom bailante a selar os arenosos olhos de chumbo que já nem abrem mais.
cheguei de lá. tá escuro e é tão bom agora. que dimensão abafada essa.
não existem cá os magros cavalos chicoteados por impiedoso braço padrasto. não vejo bocas que ao lixo buscam a continuação da vida.
o lixo amontoado, a merda do esgoto, a bomba escondida, o riso comprado, a ignorância do mundo, as ignóbeis quimeras cobradas, os amigos que não voltaram, o terrorismo cego, foram tudo uma grande conspiração maquivélica da lagarta matrix.
agora eu danço e meus cabelos são orquídeas em ciranda no ar que me volteiam em moldura aureolar. sou um anjo demoníaco do orquidário e meu o relógio é congelado com neve da Lapônia. mudar as horas? apenas se eu quiser.
uma porta à dimensão mágica foi aberta. é aqui mesmo um grande lugar para ficar. agora vale a pena recomeçar os planos soterrados.
quando as pálpebras alongam os cílios, o mundo aqui de dentro gira, rodopeia a comandar a minha doce liberdade sonhadora do ar.
quarta-feira, agosto 16, 2006
espelhos de dentro
os pensamentos volteiam randômicos na cuca. transladam o jeito sul lá na ala norte do bronx desabituado a jeitos sulistas, mas bah, pra ti vê, tchê. fica tudo misturado como novelo de vó cansada e a entropia se institui celeste nos neurônios da senhoura desse espaço.as vagas naturalmente empurram a espuma dos miolos entoxicados lá pra beira da praia do cabeção e o resultado desse solto vai-e-vém de águas espúrias é que curtos- tzzzz- tzzzz- tzzz - se entrecruzam cá e lá, lá e cá, me deixando de arregalada cara-a-cara com o outro eu bem mais hediondo que não queria ver pra continuar na ilusão de que a minha outra metade não é francamente endurecida de verbo. não! não! eu não quero ver o oco!
eu alongo. faço, sim - faço alongamento de músculo tamanhos. sou vaidosa da mente e do corpo. mens sana corpore sano, ai, claro, todo reles mortal sabe escrever essa merda de frase. mas a real é que esse clichezão dos Césares resumem um ideal cultivado desde que percebi coisas do corpo e da massa cérbera como interligadas cúmplices.
meu, não tem essa. corpo e cérebro andam juntos, e a excusa de estar caidaço e molengão, desculpem-me a franqueza mordaz - é a escolha deliberada de ser o que se é sem a mínima ambição de ser pavão.
mas enfim, escrevo, enrolo, e nada de novo acrescento, reparou? e, vejam só, mais um dia transpassa a folha do calendário impiedoso do tempo.
pôxa, difícil questã essa ...
não queria dizer de imediato, mas...
agora, azar, lá vai:
ora, de se deparar, assim, no más, com o não-ser funcionária pública da palavra como havia imaginado durante todos os dias deste ano.
put´s. isso acontece quando eu limpo os espelhos de dentro. a realidade chamou o limpol que fisgou meus torpores com anzol.
puxa vida, que besteirol.
segunda-feira, agosto 14, 2006
alô, terra?
Terra
câmbio
planeta Terra chamando...
...
..
.
a chamada não pode ser completada.
ondas sonoras não se propagam onde há vácuo.
quarta-feira, agosto 09, 2006
tumor doído
sábado, agosto 05, 2006
sexta-feira, agosto 04, 2006
o patrimônio
agora a beleza dos dias é desmerecida no movimento andador
o patrimônio não pode tombar.
terça-feira, agosto 01, 2006
o doente por teta
Aos sete anos levava tremendas bofetadas de deixar relevo marcado na cara - a mãe já estava cansada de dar as esvaziadas e caóticas tiras de pele na boca do insaciável filho mamador; nada de leite, uma reles gota mais havia no extenuado e franzino corpo materno; mas, ele, ávido como um combatente, insistia e continuava a querer, a ferro e fogo, os frangalhos de pelanca que em tempo distante o nutriam às turras.O mandrião acostumado a sugar sem parar, jamais se acostumou a ficar nenhuma noite sem alguma ponta de teta nos beiços parasitas. Com vinte anos começou a violentar a irmã para poder continuar a mamar feito um terneiro mamão.
Um dia Dienifer casou e, Gilco Luís viu-se em maus lençóis - começou a passar as noites em agonizantes espasmos de boca saudosa de mamilos roubados. A ponta do travesseiro começou a ser chupada para o sono custoso surgir no breu da ignomínia dos desejos da fera humana. Em vão. Tudo em vão. Para dormir precisava mesmo de uma boa teta carnuda na boca. Procurou a mãe para empreender a façanha, mas esta, coitada, havia extirpado, outrora, as cancerígenas glândulas em cirurgia fracassada, que deixara-lhe verdadeiras crateras obscuras no tórax.
Uma noite, Gilco, entristecido, estava com a boca no cone da linha, atrapalhando o andamento dos trabalhos de costura de sua mãe, que não agüentava mais esforçar-se em afastar a teimosa cabeça do filho dos tantos carretéis já empapados de saliva... quando, de repente, uma grande idéia sobreveio a iluminar a insólita angústia da madrecita amargurada: pediu para o tio Gilso levá-lo na roda gigante do parque que chegara na cidade. Afinal, Luís precisava ver outras coisas para esquecer aquela obsessão que perturbava cada vez mais o andamento das lides domésticas.
Chegando ao parque, de mãos dadas com o tio, Gilco, sem demora, desfez-se do entrelaçamento das mãos atadas e embrenhou-se furtivamente por entre a fila da multidão ciosa a andar em algo que lá adiante arrrodeava. De longe, avistou brilhosos cabelos movendo-se lentamente em um círculo apertado. Aos trancos, empurrou os circunstantes e então, subiu de atropelo no carrossel das bonecas russas se pondo a rodar todo embasbacado com os corpos das ninfetas congeladas a girar. Gilco era só emoção. Não podia crer no que seus olhos viam, não podia!
No primeiro momento, ficou envergonhado de seu irrefreável ímpeto selvagem; porém, com o transcorrer dos instantes, prosseguiu cadência com a empresa instintiva. Estava mais do que condenado a buscar aquilo que todos da vila achavam estranhamente anormal e, agora, sob a iluminação noturna que banhava os transeuntes em azul , estava disposto, mais do que nunca, a assumir de peito aberto ao grande público, sua devassa natureza cortante. De imediato, não se atirou de boca às engessadas mulheres. Olhou de esguelha para os lados e rapidamente avistou um copo no lixo - um salvador copo ali perto, ôxa vida sortuda! Deu alguns passos rápidos até a lixeira e apanhou em uma só baixada de corpo a pequena vasilha de plástico. De súbito, tremendo muito e se rindo sozinho, gargalhando e tremendo mais e mais ainda o enorme esqueleto encorpado, se pôs a brincar com a borda do copo na teta da boneca alemoa. Passava o copo pra lá e pra cá, pra cá e pra lá, na teta da mais loira das bonecas.
Até o raiar o dia, Gilco ficou ali, com raízes plantares no chão de ferro sendo irradiado pela piscante luz azul do carro giratório. Fechou os olhos a mamar entregando-se inteiro ao sono infante não sonhado há tempo. Entre a dureza das acrílicas formas venusianos, aconchegou o rosto no meio dos dois morros. Podia ficar ali mais tempo, não levava safanões por amar esses escondidos pedaços de carne arredondada. As profanas tetas inanimadas foram sugadas até que a a última luz do parque se apagasse por completo. Adormeceu, de pé, calmo e sozinho na mais completa escuridão com uma teta na boca e o copo na mão. Finalmente, Gilco fechou os olhos feliz - agora tinha tetas só para si.
A manhã despontava e sua mãe, na quietude da casa, respirava tranqüila após dobrar todas as encomendas da semana. Umedeceu o pano na pia e limpou as manchas dos cones manchados de baba sob a escassa iluminação que aparecia rutilante nas frestas da pequena casa. Isaura, agora, falava baixinho, envolta em aura eclipsada de luz invasora, sibilando assoprados alívios de alma com Deus. Agradecia, de olhar velado e em sussuro manso, às esperadas graças de iluminar o caminho filho.
domingo, julho 30, 2006
não é tempo de colheita
Hoje queria escrever o verdadeiro lirismo destilado e aqui colocar as imagens mais bonitas que eu pudesse encontrar para que apenas coisas belas ilustrassem as páginas da minha vida. Mas não consigo cair na estética da coisa boa. Quando o peito aperta e a lamúria amarguenta não güenta, o melhor é dar a cara para bater então, para todas as dores virem com tudo.Minha amiga Michelle Rosenthal também vive dias de medo, e mesmo eu estando aqui, não vivo o conforto dos meus dias de paz. Apenas estou fisicamente cá, mas minha mente já não. Penso nela, penso em muitos - do lado de cá- e de lá, também.
Antes de cair esburacando o chão, ela ouvia um zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz e medo. muito medo ao fechar os olhos e buuuuuuuuuuuuuuuuummmmmmm. medo de novo.
As perereiras largam seus frutos podres no chão e, no céu, rabos de foguetes iluminam a noite esquecida. Não há tempo para colheita. Agora é guerra. As macieiras estão abandonadas à inércia do vazio e os portos de Ashdod fechados. Escoar? Que verbo é esse? Em tempo de luta armada os frutos são esquecidos. Nada entra, nada sai. As laranjas estão podres e ninguém há para colher. Foram à guerra. O gosto doce da frutose fica para quando der.
A Michka está lá e, como sempre, em seu altruísmo, imagina que os pedaços de mísseis do quintal poderiam estar dentro de algum corpo - sim, algum corpo, ou seja, não se fala aqui em distinção de etnia.
Juntou os restos da merda de ferro caída perto da casa e agora os mostra ao mundo. São pequenos, porque o resto a polícia já levou. Os olhos tristes e cansados não estão cansados de serem tristes - assim estão, e assim o são há tempo.
Cale-se mundo vinheta plim-plim. Não me venha com imagens preparadas, Glória Benzuntada Maria. Tua cara séria é a mesma quando escolhes, impertigadamente, vestidos Versacce que irão ao teu closet. Ah, querida Glória brilhosa, saiba, que apenas cansou-se de ser cobaias de camicas. Limpa teu scarpin, vai, tô vendo daqui, - bem na ponta, ovos vermelhos de caviar em extinção, que te empanturraram noite passada.
sexta-feira, julho 28, 2006
fallen angels
terça-feira, julho 25, 2006
war not so blind
p
j
k
o
h
Toda guerra sempre é uma estupidez, porém a retirada deste tumor é necessária. Pobre libaneses civis e jovens soldados de que deveriam estar estudando nos bancos das faculdades.
quinta-feira, julho 20, 2006
cor, coro ... corolarium!
O escritor está sempre buscando motivos para poder trazer ao leitor sensações que remetam a novidades, ímpares sensações vividas, ou um pontinho de vista camuflado no lado B e, sei lá sabe, uma infinidade de atmosferas outras que andam por aí a vagar, - longe, bem longe de nossas viseiras de pouco alcance. se não, saibam que segunda -feira, (put´s notícia atrasada é triste, mas sou uma poeta e não aprendi a ter regras), 17 de julho, de 2006, foi a estréia dessa moça e dos guris: Adriano Becker, Marcelo Parker, Zé Trintin, nos palcos de Porto Alegre.
... ah, curiosa foi aquela menina que descobriu o seu caminho quando estava lá, lá - bem lá, no meio de outro e, de repente, quando algo intenso brilhou longe... pum! não pestanejou e foi lá pra ver. pois não é que era brilho de uns meninos que, casualmente, buscavam alguém que se encaixasse para entoar versos cantados em seu grupo? coincidência mera seria?
gosto de pessoas idealistas que têm uma causa e acreditam na idéia por mais que todos possam dissuadir do contrário. e o mundo deve acreditar em suas certezas, acreditar nos instintos que o racionalismo cientifíco veio para eclipsar por apostar em dogmas entrincheirados de arquivologia empoeirada.
www.corolarium.com
www.fotolog.com/corolarium_band
sexta-feira, julho 14, 2006
quarta-feira, julho 12, 2006
bico bicudo
como é bom sonhar com o brilho dos sorrisos que rasgam os rostos.
bobagem, esse mau humor da humanidade.
por isso, prefiro os cachorros que sorriem a cada esquina por que passo. prefi
ro o bafo canino à marionete ensaiada com boca envergada de circunstância planejada. ah, e quanta náusea eu sinto de ver como é fácil rir bonito que nem em novela da moda. domingo, julho 09, 2006
sábado, julho 08, 2006
o riso do cachorrinho rei
o cachorro era o rei do centro da cidade e de dentro do carrinho de compras raramente saía. ficava sempre enrodilhado em seu lugarzinho de nascença sorrindo para os transeuntes com os pequeninos olhos fechados e a língua bem caída mostrando a bocarra de jacaré do asfalto. quarta-feira, julho 05, 2006
segunda-feira, julho 03, 2006
sábado, julho 01, 2006
quinta-feira, junho 29, 2006
lágrimas por Marias
. Mirou nos postes de luz os costumeiros pássaros equilibristas daquela mesma hora de sempre, crispando os olhos desabituados à luz matutina. Chamou-lhe atenção pelo revezamento de cores o tecido xadrez do vestido de uma menina que brincava conversando com seu urso sob o arbusto da entrada do prédio. segunda-feira, junho 26, 2006
o rubro mártir de pregos
Foi nas brincadeiras de criança que Mohammad Hilu aprendeu a amar Alá. Uma cambalhota aqui - um beijo no alcorão, acolá. Três pulos lépidos na educação física - três Al Auákba balbuciados no descansar. Para achar os escondidos da cabra cega de lá - era o entoar dos cântico Al AcQsa de cá. sábado, junho 24, 2006
quinta-feira, junho 22, 2006
quarta-feira, junho 21, 2006
bunda cívica
meu bem, há um ligeiro equívoco em dizer que o patriostismo arfa nos peitos envergados por T-Shirts cinco estrelas...a independência da terra das bundas foi comprada com baldadas de ouro.
relax, beibe, um país que compra a sua independência jamais será patriótico!
digamos que..., de sobejo, nutrimos pelas entranhas da terra valerosa, um indiscutível tesão cívico ainda inexato de ser avaliado, porque cá pra nós, os vapores do pão líquido obnubilam o racional....
terça-feira, junho 20, 2006
monday self-portrait
sexta-feira, junho 16, 2006
silver hair and mr. time
Vivente, tu já parou pra pensar no que te deixa com os cabelos brancos? No ponto, seja ele partícula ou pedrão, que te desaloja do teu eixo da sanidade? Well, enfim, cada um de nós possui a sua questão paradigmática, a gota d´água transbordante dos nervos que faz o espírito perder a estribeira e virar um híbrido centauro - só que no caso aqui, ao contrário - com a cabeça de um cavalo bufante, por viver situações tantas e intoleráveis da vida, mesmo você não sendo um pure head horse with human being´s blood?O Tempo não Pára, grande Cazuza! e seu eu fosse teu empresário, seu poeta-anárquico a James Jean desse céu tão grande, teu disco ia ter sido O Tempo não Volta. O tempo não volta, não! e não passa pra mim quando há a eternidade dos passos de um lento alguém despercebido com a minha bunda amassando esquecida no assento. Passos lentos no retardo dos ponteiros, puts! na bucha, são os avais certeiros para obscurecer minha visão acerca da humanidade e de sua tão discutida evolução astral.
Esperar 10 ou 15 minutos, eu engulo, finjo que não é nada, lustro as unhas na lixa gasta do estojo e, meio que tento, refletidamente a cada quarto de segundo, convencer a mim mesma de que estou ficando velha; mas depois meia hora no banco, meus senhores... definitivamente, minha narina sardenta despede-se dessa característica tão humanóide, e uma chaminé maria-fumaça apodera-se das minhas ventas e venta muito! Aliás, venta furiosa, expelindo o vapor condensado dos momentos de aguardo sem importar-se minimamente em fazer sauna a quem quer que seja. Afinal, desintoxicar-se do ódio pela perda do tempo que não tem seguro e que não vai voltar, pôrra, é necessário! Não acha?
Existe uma oceânica diferença entre fazer o tempo passar, e fazer o tempo esperar. Passemos, preclaros, a segunda análise da afirmativa por uma questão de objetividade. Fazer o tempo de alguém esperar, corresponde, nada mais, nada menos, do que roubar acintosamente a virilidade dos ponteiros alheios. É esquecer, sem dó, dos giros da ampulheta universal e ainda, descabidamente, fazer com que ela crie asas pontiagudas de morcego voando às cegas... a assim deixá-la... girando e voando ao léu, só porque é quase um batman em inércia abandonada e qualquer coisinha... ah, ela chama o Roby.
Fazer o tempo passar, tchê, é o agora acontecendo, é tu aqui, me lendo nessas últimas linhas (se é que conseguiu chegar até o final), não se dando conta das coisas que têm a tua volta e, principalmente, que nem existe o tempo...
há tempo.
E quando vai ver, fupt!
terça-feira, junho 13, 2006
woodstockball
Não adianta fingir, muito menos fugir, o mundial domina todas as atenções e sobrepõe-se a todos os assuntos do momento. A vida, a cidade está toda coberta com a horrenda cor verde-amarela por todos os lados. Vitrines, roupas, chaveiros, bonés, propagandas vertendo, com profusão, a ideologia de ser o melhor do mundo na arte do drible. Haja santa paciência. Ligar a televisão é permitir banhar o cérebro na enxurrada verbal futebolística que está no ar, e cada minuto, cada tropeço, cada pulinho, piscadela ou arroto de jogador de algum canto do mundo é aproveitado para fazer alguma reportagem.segunda-feira, junho 12, 2006
que dia é hoje?
domingo, junho 11, 2006
pega e cola na cara
óculos, occuli, mishkafaim, sunglasses... será que em todo o mundo existe esse muro da veste ocular?

















luz











