segunda-feira, setembro 18, 2006

amor pela coisa


o amor pela coisa era tamanho.
foi à lavoura abaixo de lua, com enxada sem fio e plantou muito pau em léguas de terra seca.
extenuada de tanto carpir não se deu por satisfeita
foi à acupuntura cravar falo em todos os poros.
cravou tanto que largou a agricultura.
virou um porta-pica.


16 comentários:

Anônimo disse...

a poesia da dada.
dadaísta?
hahahahahahahaha


ficou ótimo.

Anônimo disse...

ah tá...
confesso

eu queria ser um porta-pica

priscila mendes disse...

mazáh guria.... dando a cara pra bater. é pra ser boa tem que ter audácia, assumir as merdas se não vira martinha medeiros do chá da tarde das vovozinhas.

Anônimo disse...

rsrsrsr, tu lembra mari: meu aniver de 18 anos...tu me deu de presente um porta lápis...lembras o que era o enfeite?...juliana

mari disse...

nossa! que memória! vai ver que uma parte dessa poesia nasceu naquele momento de tua maioridade, maçã.

Anônimo disse...

pena que tu não gosta de mulher
doce mariana

renato meireles sp disse...

tu tá cada vez mais ácida mulher.
tá tomando eno?

Carmine disse...

acho que eu sou a única que não gosta das coisas que escrevo...

patriciabergt disse...

Pois bem,depois de uma breve conversa na Fapa, cá estou fazendo uma breve visita para aprender um pouco mais com seus pensamentos!

Anônimo disse...

só tu acha que tu escreve bem.

mari disse...
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mari disse...

ai, ai... que sono que sinto em meio às fogueiras de Salem...
enfogueirado comentário, quase picante e provavelmente magoado evolando frustração em minha fábrica de sonhos.
bela língua com batatinha assando atrás do biombo do anonimato... e cá, pra nós, pusta facilidade verborrágica ser um não-eu, não é verdade?

o negócio é ter sensibilidade, é ser artista de verdade, mudar conceitos, inventar o inédito, estar nos lugares certos, ter bons contatos, confiar em si e, acima de tudo, não ter crises existenciais ou inveja maquiada.

o beletrismo às vezes pode vir, beibe, mas é com muita batalha, muita leitura, muita noite sem dormir, suando no pijaminha e armando o palito nas pálpebras caídas que se sustenta o estandarte da maestria do verbo.
e eu gosto de dormir bem, eu prezo os sonhos, não suo o pijama por que não sou passiva à sudorese cúmplice do OMO. O palito foi abolido em minha casa, eu sou chic, portanto, não tenho tipóia pra güentar tranco.
essa é mariana, uma humana nada garantida que não faz a mínima questão de ser boa ou maravilhosa, mas que, instintivamente escreve como respira.

Leonardo Raimundi disse...
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Leonardo Raimundi disse...
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Leonardo Raimundi disse...

balé de arcade em decúbito Sade, eu só vim aqui pra tentar e não conseguir te dizer uma só palavra: regresse!

Anônimo disse...

eh isso ai mari...
pau na cabeça da negada...
essa eha mari que conheço..
amotesiempre