
sexta-feira, dezembro 11, 2009
entre les mots et l´image
quarta-feira, dezembro 02, 2009
grito de gaya

E, com essa ânsia de ver, de viver o novo, mesmo que seja a uma bundada de distância da velha e boa almofada enxovalhada, dias amenos vieram – e redundou ele... todo mágico -, num explodir colorido de emocionar até andróides desativados.
Esse ano de 2009 foi um ano à parte - sofri muito com o inverno mais rigoroso da minha existência, pois a estufa não bastava para preencher o frio que mais parecia o grito de um morto, um morto que não sabe estar morto e mais do que nunca está apegado a sua vida, e nem adianta esconjurar! ele não entende que já morreu porque quer ficar! quer viver! quem não quer?!
Depois de muito praguejar e, inclusive, infantilmente escrever não só em twitter da vida, na agenda, no vapor do banho e até com a caligrafia mal ensaiada - "vai embora frio, eu não te agüento mais", para, jamais em vão! tentar exorcizá-lo, - dias de inclemente chuva e temporais furiosos nunca vividos em décadas vieram para varrer a ponta boreal do meu país. Triste. Muito triste. Pensei que as ruas ficariam nuas. As árvores precisavam de ganchos fortes naqueles momentos de tormenta. As sexagenárias do parque, paineiras de tronco amazônico, ipês roxos foram arrancados, - assim - em apenas poucos segundos de um sopro insano.
Bem, esquecer não dá; contudo fica a mágoa dessa voragem, - clareiras abertas a ferro e vento, deixando raízes cuspidas, imensas árvores sem copa, buracos esbugalhados sem dó, agora a esperar por novas mudas. Pelo menos, hoje, a chuva está cálida lá fora, sempre dando o ar da graça -, dia sim, dia não, permitindo ao verde desbotado do ano passado ser um escuro fosforescente, seja na grama fofa ou nas heras da parede e... que bom, mais um ano da minha vida e as azaléias ainda estão nascendo, tímidas, como sempre, essas feministas de pendor real! já despontando, as sem-vergonhas, os seus primeiros botões, para, tchãn-tchãn-tchãn-tchãn! num súbito, (como se eu já não conhecesse os seus ademanes sedutores) exibir cãn-cãn com suas saiotas rendadas; ah, claro, estou sempre de olho, elas são meu melhor marcador botânico. Lembrei! capricórnio chegando. Amigos! Amigos tantos! Eu os amo no meu silêncio.
segunda-feira, novembro 30, 2009
terça-feira, novembro 24, 2009
la maison de l'enfance
domingo, novembro 22, 2009
transcending by the word
quinta-feira, novembro 19, 2009
nova era, um sempre só meu
E, justamente em razão desse clima de desabafo sobre as fotos, dedico a presente postagem a uma pessoa, que, provavelmente, sente, se não a mesma, uma quase idêntica vibe do que eu, dedico-a ao fotógrafo Eduardo Amorim, artista 'gaulês irredutível', que traduz, como ninguém, o orgulho gaúcho pela terra pampeana, dos cavalos Pingos a la pucha sandeiros de seus, de nossos amores - através de uma das armas mais poderosas do mundo.

Não e à toa que sou fã de seu trabalho, pois sempre achei, sempre senti, visceralmente, uma ligação muito forte, sim, isso mesmo, - creio ter sido cavalo em outra vida; e, hoje, tenho certeza, de que se não fui um, certamente um dia o serei. E, é isso - por mais repetitiva que eu possa ser, e que os leitores e amigos do peito saibam decor essa minha já agastada frase, - sinto em lhes informar, - eu continuarei sendo a maquininha da frase do cavalo. Simplesmente, porque ela Vive, ela corre como elemento plasmático no estuar do meu sangue a cada dia em que levanto: "olhe nos olhos do cavalo e verás a tristeza do mundo. olhe nos olhos do cavalo e verás a tristeza do mundo. olhe nos olhos do cavalo e verás a tristeza do mundo."


É chegada a hora,- eis o momento oportuno,- uma poesia em tua homenagem, fotógrafo da nossa terra boreal abençoada:
confesso, apesar de amá-los acima de todos os homens
e se acaso pudesse isso ser verdade
porque sou prenda
não medro agora!
a ferro e fogo solto as rédeas
as rédeas da liberdade
o mundo vivencia a era dos unicórnios!

"não podemos se entregar pros home de jeito nenhum, amigo e companheiro"
* fotos do álbum Bombador, de E. A.
domingo, novembro 15, 2009
quarta-feira, novembro 11, 2009
novo mundo
vão beijando
aos que escolheram a solidão
ganham abraços
agora embalam os seus sonhos
de encontrar algum lugar
o rumo! teu rumo!
uivam os galhos galhardos a girar:
é amur! é amuuuur de vento ao contrário
dos que decidiram abandonar sem medo
de recomeçar
sábado, outubro 31, 2009
a seco pra viver

não, não tinha e não tenho nada. nada de mais, apenas resmungos, azedumes triviais e a casmurrice que se avolumam num crescente dessa às vezes quase sempre tola vida breve. no mais, a náusea volta e meia emerge, dá um tempo, boia um pouco, então, (creio que ainda sou aquela velha guerreira afeita ao ganhar ou ganhar) engulo, em ato voluntarioso do meu regente planeta Marte, (viva a guerra!) aquele a seco e com cascalho, e lá vou eu. volto à respiração de garganta incompleta, aquela básica anti-yoga, porque se fosse a profunda, não seguraria a onda, vomitaria até a rôpa colar no corpo. vomitaria da vida, dos seus ditames e leis de raposa, na qual e até quando?! sempre triunfa o homo-peido, que de sapiens só tem o papo cheio de veneno.
afora isso, bem loca, né. loca como sempre. delirando no delicioso silêncio das tardes solitárias, que dão cada vez mais margem ao eco dos pedantes e maravilhosos literatos - Hugo Friedrich e Emil Steiger, (com os quais e apenas mais alguns seletos naipes marcados [isso, me odeiem!] certamente, poderia passar todas as minhas ainda restantes) que uivam no cabeção mais inchado do que nunca. inclusive, acho que se agora caísse uma gota no meu copo seco, aqui do lado, eu me embebedaria de completude vazia cheia do nada. porque eu tô loca, lôca de feliz à tarde, e azeda de burrice na alvorada. e tu aí do bilhetinho ainda me pergunta porquê?
é simples, vivo entre bichos redomões, e meu dia, há mais de sete meses, começa às 3 da manhã. só por isso.
ah, ô grande nada da vida...
terça-feira, outubro 27, 2009
eu devagar vou, de vagar vôo
sexta-feira, outubro 23, 2009
terça-feira, outubro 20, 2009
mulher casada
-por quê?
-ah, por que tu coloca essas fotos, assim como esta no teu blog.
-hummmmm. e o que tem haver uma coisa com outra?
- ah, muher casada não bota foto assim.
-mas, eu gostei dos olhos, oras bolas - bem grandes, imensos, uuu janelões do terror a mirar em guerra, pôxa vida, mas afora isso, me responde uma coisa, hein: e homem casado? pode se comportar assim?
- assim como?! indaga ele.
ela aponta uma montanha de roupas, principalmente camisas, camisas de colarinho branqueado a esfregue de mão, derreadas no sofá , ainda por serem dobradas há mais de duas semanas.
- não entendi. responde o ciumento.
-ah, deixa pra lá. encerra a madame, de uma vez por todas, o delírio macho alfa dominante até quando.
quarta-feira, outubro 14, 2009
domingo, outubro 04, 2009
sábado, outubro 03, 2009
a irremediável morte do fruto

AveMariacheiadegraça,oSenhoréconvosco,benditasoisVósentreasmulheresbenditoéofrutoem Vossoventre,Jesus.Santa MariaMãedeDeus,(?)rogaipornósospecadoresagoraenahoradanossa morte.Amém.
...
TÁ FUMEI. ENTENDI. O jESUS DA QUESTÃO É APOSTO.
sexta-feira, outubro 02, 2009
terça-feira, setembro 29, 2009
yesterdayghosts

sábado, setembro 26, 2009
foda-se
aqui ficar nem pensar!
toda a idealização caiu por terra
adeus última gota
ilusão efervescente
I´m under sea
eu sinto muito
sinto pela tua falta de tato
de sensibilidade, óh sensaborona!
o caminho é longo
anda
há toda uma estrada
e mesmo assim, essa é a tua vida
será sempre o que és
I´m under sea
então aceita um conselho
aprenda sutilezas com Debussy
escute Claire de Lune
e quando a melodia soar
dilua teu ser ingrato
aliás, tremendo mal!
essa marca delinqüente
tua sempre tão presente
e se não és capaz
compre manuais
estude a arte
como tratar uma Mulher
I´m under sea
e não pensa jamais! por ter voz veluda
o mundo está ganho
o planeta conquistado
as fendas vaginais abertas
ao teu vômito de esperma
eu não faço um favor quando telefono
sopra a voz apaga a pressa
modula em arabescos
envolva belle époque
seja meu homem hipnótico
I´m under sea
uma imagem de flores te foi enviada
e a recíproca? franca piada o desencanto insípido:
filminho drugstore lésbico pelos ares
por isso não pense por ter hora marcada
eu chegarei

sexta-feira, setembro 18, 2009
aos navegantes de outros mates
faço o invertido e o cupim
fiz a escolinha do mate
e hoje quem prova...
não esquece!

quinta-feira, setembro 17, 2009
o culto nada oculto

então, a rainha do lar lixa as unhas e responde:
" -não confunda, caro Nulla Unda Tam profunda Quam vis amoris Furibunda (lelê!)
Uma coisa é depressão, outra, no meu sublime caso, CULTO ao sono."
quarta-feira, setembro 16, 2009
vudu

domingo, setembro 13, 2009
os tantos eus que calham, ou não

" - Cristine, me diga, quem sou eu, quem sou eu para a tua pessoa? "
ao que ela responde, creio, meio embriagada.
- Na verdade, essa é uma pergunta que atravessam os séculos, querido.
De Shakespeare a Descartes, De William Blake a Caio Fernando Abreu;
mas a resposta, ao meu ver, que mais veio a calhar ao teu "quem sou eu"
está no livro de Fernando Pessoa. Afinal, ele tem mais de uns 11 eus. Então, dandy, neste momento, deves estar no teu 4º eu. O eu aquele...
intenso
ele, num ímpeto, larga-lhe uma pergunta inoportuna:
- então, eu sou boa pinta?
ela ri, ignora, fingindo não ter escutado a asneira, até porque ele não era nada boa pinta, e ela, uma contumaz diplomata, não gostava de ferir o orgulho dos feios; e continuou a responder:
sentir-se vivo, voltando pras cavernas, e sendo o bicho-homem do qual não pode fugir...
o bicho-homem que quer arrastar a presa,
difundir a espécia num só golpe, ou melhor, em alguns bons golpes.
o 4º Edwald quer ir pro quarto.
há! ela ri, essa foi boa. bingo pra mim. sou muito sincera, desculpa; traz um Martiny e acende meu cigarro...
quarta-feira, setembro 09, 2009
quinta-feira, agosto 27, 2009
uma chata de galocha pro tio
segunda-feira, agosto 24, 2009
quarta-feira, agosto 19, 2009
ao amigo assediado


quinta-feira, agosto 13, 2009
sábado, agosto 08, 2009
sábado, julho 25, 2009
hidden treasures
- guris! que saudade! e aí o que vocês contam de novidade?
- ah,agora eu tenho um carro bem grande, que anda bastante e não gasta gasolina.
- e eu tenho uma casinha nova, boa pro verão, mas que uso no inverno também, porque ainda não tive dinheiro pra comprar outra. e tu, tem alguma pra contar pra gente, tia?
- ah, por esses dias, eu tenho um queixo enorme, pendente, parece uma imensa mandíbula achatada de jacaré.
-ué, porquê?
- de ficar boba, vendo vocês.
segunda-feira, julho 20, 2009
backspace, o nobel da paz

terça-feira, julho 14, 2009
a máscara do capo
"-repara naquela cara cínica, de dedo-duro que ele tem. pode crer, pode crer que, por pequenos detalhes, a máscara dele cai sem ele se dar conta."

segunda-feira, julho 13, 2009
O Chico nasceu!

quarta-feira, junho 24, 2009
segunda-feira, junho 22, 2009
news
gostaria que assim continuassem os insights. por ora, tenho outros. não melhores. diferentes.
todavia, ainda não abandonei de todo esse espaço, talvez, por perceber que as pessoas ainda aqui chegam, não sei se por acaso, ou em busca de notícias. então, a consciência de continuar na dança das palavras, pesa. mas, para o bom sossego, lhes digo, - está tudo bem; está tudo indo, tio, Josué, Ane, Leonardo e espiões dos meus corações tantos.
deixo a vocês, um outro recanto, para me verem de forma mais rápida, e também igualmente poética.
é só seguir a trilha:

quinta-feira, junho 04, 2009
do vazio mental filosofado
segunda-feira, junho 01, 2009
o laconismo e a prolixidade.
...
um dia deram-se as mãos e resolveram compartilhar papéis na existência...
e depois de algumas idas e vividas, a prolixidade disse:
- ai, laco que loco ser assim!
ao que ele redarguiu:
- ai proli, me lixo ser assim.
tendo então laco convidado:
-ah, então vamos nos lixar juntos!?
tendo proli respondido:
- hum... se for com "x" não vai dar certo... no entanto, se for com "ch" vai ser chamego na certa.
sexta-feira, maio 01, 2009
quarta-feira, abril 01, 2009
sexta-feira, março 20, 2009
olhe
"olhe nos olhos do cavalo e verás a tristeza do mundo."
Guimarães Rosa
segunda-feira, março 02, 2009
bolinha de gude
é redescobrir toda riqueza
de quando eu nada tinha e tinha tanto
como é bom voltar no tempo...
formidável sabor
hoje secretamente
abrir aquela caixa toda enfeitada
que te dei com chocolates suíços
ver as bolinhas de gude da tua infância
algumas foscas, outras ainda com um breve rutilar
misturadas com os pequenos côcos
que eu catei quando corria pelo pátio da escola
só tu mesma pra guardá-los como tesouro!

então percebi que és eterna menina da Vasco da Gama
a desapegada comunista e filha do meio que sempre, sempre
me alertou:
não deixa que tu´alma seja ervilha diminuta
te expande! jamais deixa tua arte morrer
porque o que resta, minha filha
um dia já não estaremos aqui pra saber o quê
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
bocudo!
coisas essas necessárias saber depois lá dos seus vinte e poucos anos, mas enfim, como um bom serafim cabeça-dura, acha o máximo querer ser um jesus amado, padim cícero do capinzal misericordioso, e em vez de ter benção e suspiro da amada, acaba por dançar o créu abaixo de rolo de macarrão. te liga, bico!

sexta-feira, fevereiro 06, 2009
protocolo do beijo
beijo pra bater o ponto. o ponto de encontro que o tempo bifurcou em duas estradas... each one of us walking in two roads. you are in the one I didn´t take, but it´s close, very close to me. and perhaps, who knows, in the end of path I´ll find yours. and, why not, you´ll find mine...
quando tu passar por esses caminhos do coelho natalino, não esquece que tem pedágio,-tem que deixar um oi, uma estrela do shift número oito, um arroba, pode ser parênteses com segredos em morse dentro, acentos chapéuzinho de vovô, chapéuzinho de chuva pra fazer estampa, pode ser apenas isso, e eu já vou entender que não foi silêncio. que o resto de tudo não foi silêncio.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
a trégua (?)
querido tio, mesmo que através dos intervalos do meu silêncio, compactuo contigo o "até quando?".

"com pompas e fanfarras declaradas em Sharm Al-Sheik, uma trégua em mais um capítulo sangrento das relações entre judeus e palestinos.
toneladas de palavras despejadas, toneladas de artefatos bélicos usados, milhares de feridos, mortos, traumatizados…
a máquina bélica e a insanidade humana cobraram seu dízimo até o pagamento da próxima prestação.
será que estamos condenados a uma eterna luta sem fim?
será o desdém, a raiva, o ódio, nosso legado às futuras gerações? "
mario nisemblat