sábado, março 04, 2006

conflictos na bundolândia


a foto, aparentemente interessante por revelar a diversidade gramatical do nosso brasilzão, na verdade, não tem nada de interessante, não. ela não é engraçada - e mais, ela sequer passa pelo comix instântâneo a la nescau corrido de manhã de atraso. o rgb ali de cima, senhores, vai além do humor negro consumido agora, nesses escorregadios segundos de nós, internautas competentes do grande nada. ela é podre de triste ao meu ver. ou será que sou sensível demais com o mundo? ou estou eu em vias de virar uma espécie madre teresa sulista e compungida?
cara, eu só quero acreditar na educação e no meu papel para com tudo isso que me soa tão injusto e imutável, sabe. mas vejo uma distância definitivamente impercorrível entre o meu potencial existente e a efetiva aplicação dele à sociedade.
impotência. sinto impotência na potência bundolândia do meu país. na minha cabeça, a educação dita "aplicável", funciona mais ou menos como se eu tivesse num constante sonho, daqueles em que a gente fica suspensa do chão, sozinha, movendo as pernas num bicicleteio do ar, distante, muito distante à base e sem vistas duma terra, duma calçada pra se apoiar e sair dali, daquele caminhar agonizante no vácuo. o movimento é lindo, claro, belíssimo, inclusive, parece uma cena circense; mas ela é bonita no circo e não na vida real. as coisas, tudo, tudo precisa de base, e eu só sinto as palavras soltas, ditas por dizer, ditas pra se ganhar o pão e preencher silêncio. é assim. é assim a máquina humana.
que se percam as palavras, então. que sejam todas varridas e entregues ao vento quando forem vazias. vai. vai vento, sopra toda essa merda sonora impalpável e me protege da hipocrisia do blá-blá balloon, balloon suflair. ôco. leve. sem peso. pode levar vento. agradeço.
que vivamos no silêncio. ou na cegueira. já tanto faz.
será melhor pra todos.
ah, por curiosidade, o que faço com meu potencial abarcado na lêndia da minha faculdade? sóco no cu? ou espero um pouco, pelo futuro da educação?
sugestãs são bem-vindas, gentes todas.


4 comentários:

perla disse...

massa esse teu texto, sua maluca. tu escreve, hein?!

elisa disse...

bah, né... tu vai indo... pega a primêra e não pára mais. sua loca.

patricia berg disse...

Mari, calma é muita informação...confesso que nao li tudo, mas aos meus olhos passaram todos os sus posts...

Adorei...passar a qui é fugir do mundo real!

Adorei...venho mais vezes!!!!

fábio disse...

mari, tu escreve muito difícil.