domingo, março 26, 2006

brokeback mountain

brokeback- a homofobia nossa de cada dia - o filme de Ang Lee, desaloja estereótipos, inclusive dos chamados filmes gays, que muitas vezes veiculam um único modelo de homossexualidade.
é raro um filme me pegar de jeito, mas minhas fichas continuam caindo até agora. saí como que carregando uma mala de consternação da sala de cinema, e sem rodinha pra atenuar o atrito. preciso de alguns dias para digerir melhor o desfecho. tô mal. a coisa ficou dentro de mim. tá pulsando, e é latente a agonia de imaginar as pessoas que não têm o direito de viverem normalmente sob luz do dia. o final trágico do casal de coubóis devido à homofobia, atualiza a cena da vida real de qualquer homossexual cujo reconhecimento público do seu amor ainda é condenado ou ao assassinato, ou ao anonimato, ou permitido parcialmente pela lei, segundo uma hierarquia de valores incrustada pelos séculos. um beijo não deveria ser explicado, nem dar explicações. muito menos ficar reservado ao escurinho do cinema. como será tudo isso no futuro?

2 comentários:

Felipe disse...

Pena que nem todos compreenderam tão bem os segredos da montanha como tu.

L. F. Volkweis Filho disse...

Infelizmente a ignorância TAMBÉM passa de pai pra filho... Tanto o é que temos a igreja católica aí até hoje...

Não fosse por isso, um casal de couboys em um filme não seria evento polêmico e sim mais um dos muitos recursos possíveis para uma história de amor.

Pessoas são o que há de pior no mundo. Elas estragam as outras pessoas e não as deixam buscar o que todo mundo quer buscar: felicidade. Simples assim.

Homofóbicos deveriam ser colocados em uma ilha, junto com os católicos. Uma ilha cercada com arame farpado e cerca elétrica, para que de lá não pudessem sair e pudessem se degladiar até a morte. Só assim o preconceito não mais imperará...

Utópico eu, né?

Beijos