quinta-feira, agosto 27, 2009

uma chata de galocha pro tio

nota mental: o lado bom de sair de casa, no meu caso, é que a mãe virou melhor amiga.


a louca aí embaixo sempre com o cigarrinho-muleta. já tá botando os bofes pra fora e não larga o fuminho.
até quando esse pito fétido, *velha bruxa?!


a foto de hoje é um presentinho pro meu tio Mário, nisemblatiano incorruptível, que mora em Israel; sempre me manda mil e-mails, mas, incrível, sou tomada diariamente por uma preguiça de areia movediça, nunca lhe escrevo, ou dou um reply; então, pelo menos aqui, nesse cantinho, tento me me redimir um pouco.
ô tio querido, te estimo melhoras, e te digo, muito bom ouvir tua voz inegavelmente sabra e inteligente ecoar pelo rádio...
:)


* velha bruxa é nosso tratamento vip, há alguns anos, desde quando a mãe me levou para ver João e Maria, no teatro. Saí de lá, achando, que, às vezes, ela era igual a velha bruxa do conto. e, no final, ficou o apelido 'carinhoso'.


segunda-feira, agosto 24, 2009

hospitaleiras

as batatas daqui de casa não tem papas na língua...



contudo, são muito simpáticas.

quarta-feira, agosto 19, 2009

ao amigo assediado

ele prega moral, se diz fiel, mas não resiste a uma boa oferta. basta uma popozuda bem loca sacudir a traseira, que a caminhada balançante do trapezista, de repente, o faz despencar...
há anos esse é meu amigo, cuja inspiração me é sempre um sarcasmo transbordante... (até quando isso, ô cara dura?)




"ahãm, sei, sei bem como a coisa funciona, mas não me venhas com burseguins ao leito, amigo, porque no teu caso é sempre assim: a gata ronda, afia as unhas e não tem outra: o peixe morre pela boca.
não adianta, cara, te conscientiza, - eis a grande armadilha da monogamia: morte aos poucos para quem se resigna morrer. sexo é sexo. amor é amor. aquele, é no térreo, logo ali, é só abrir a porta e ir entrando. mas este, é no último andar, noutro departamento e ainda tem que fazer baldeação. foge à carne, porque divino. mas me diga, por que essa tua moral sobrevive? anyway... and so then fica dica: te converte ao islamismo, habib, e monta um harém."


quinta-feira, agosto 13, 2009

dreaming


"há-há-há-há-há! a gente tá brincando de pegar sonho bom"

sábado, agosto 08, 2009

será que haverá o dia em que os cientistas descobrirão a fórmula da morfina para o amor?






(suspiro)

sábado, julho 25, 2009

hidden treasures

almoço de domingo, inverno pegado, em 19 de julho de 2009.



- guris! que saudade! e aí o que vocês contam de novidade?

- ah,agora eu tenho um carro bem grande, que anda bastante e não gasta gasolina.

- e eu tenho uma casinha nova, boa pro verão, mas que uso no inverno também, porque ainda não tive dinheiro pra comprar outra. e tu, tem alguma pra contar pra gente, tia?

- ah, por esses dias, eu tenho um queixo enorme, pendente, parece uma imensa mandíbula achatada de jacaré.

-ué, porquê?

- de ficar boba, vendo vocês.

segunda-feira, julho 20, 2009

backspace, o nobel da paz

tenho que confessar, quando eu teclo, mais retrocedo o backspace, do que deixo a verve falar por si. creio, que fico nesse embate confuso dos meus eus em guerra, da verdade versus recato, porque então eu lembro:"-mariana, lembra da diplomacia, mariana... esse verniz que já provou ser necessário e que te confere brilho a preço alto."

terça-feira, julho 14, 2009

a máscara do capo

uma hora hora, ela me disse:
"-repara naquela cara cínica, de dedo-duro que ele tem. pode crer, pode crer que, por pequenos detalhes, a máscara dele cai sem ele se dar conta."


...fiquei a matutar o esquema da "máscara caída", e, no mais dos passos cadenciados, desses que ajudam a digerir idéias, mesmo sem querer, de repente eu me dei conta,- assim, - num súbito piscar de quando cai a ficha e a ligação completa: sim, lá, hoje, eu comecei a notar olhares, olhares magnéticos, daqueles que traem a consciência de quem alguma coisa confabulou; e então não teve erro,- eu estava realmente sentindo a coisa certa. aquela íris enegrecida de pedro bó, mesmo velada com cortina de ator, se denunciou; simplesmente pelo enviesamento do olho. aquelas malditas bolitas encarniçadas de eletrochoque. ah, me dei conta de alguma coisa no ar. e então claro! foi por isso, por isso daquele olhar tão oblíquo, de lança querendo passar por batuta de bom maestro. caramba, a que caminho estão os capos*. beneficiando-se a troco de entreguismo reles.
e eu?
dedo na goela. mais uma vez.

segunda-feira, julho 13, 2009

O Chico nasceu!

O post de hoje é para dar um evoé a nova mamãe do pedaço, Evoé, Daiane! Benza Deus a esse filhote bem-vindo! É a mudança, essa constância incansável, que veio pra ficar...



Hoje, não sei por que milagre, entrei no msn. e, para a minha surpresa, o Dedé me interpelou de súbito:

"-nasceu, o Chico, Mariana!
As contrações começaram a 1 hora da manhã, e ele só foi nascer às 13 horas. Não teve como ser parto normal. É que a Daiane é muito baixinha."
Não, André, não creio que a Daiane seja muito baixinha, creio que o filhote valha por dois!

quarta-feira, junho 24, 2009

from the hell of sky

as some people say...




the evil recognizes another evil...
N N

segunda-feira, junho 22, 2009

news

olhando pra trás revejo: quantos artigos, prosas, poesias aqui guardados...
gostaria que assim continuassem os insights. por ora, tenho outros. não melhores. diferentes.

todavia, ainda não abandonei de todo esse espaço, talvez, por perceber que as pessoas ainda aqui chegam, não sei se por acaso, ou em busca de notícias. então, a consciência de continuar na dança das palavras, pesa. mas, para o bom sossego, lhes digo, - está tudo bem; está tudo indo, tio, Josué, Ane, Leonardo e espiões dos meus corações tantos.

deixo a vocês, um outro recanto, para me verem de forma mais rápida, e também igualmente poética.

é só seguir a trilha:



quinta-feira, junho 04, 2009

do vazio mental filosofado

às vezes, eu fico assim, sem pensar em nada. mas nada mesmo... e quando então eu percebo que não estou pensando em nada, eu começo a pensar, que, na verdade, estou pensando enquanto eu penso que eu não estou pensando algum pensamento...


segunda-feira, junho 01, 2009

o laconismo e a prolixidade.

das coisas que não servem pra nada e nasceram por descuido.


...
um dia deram-se as mãos e resolveram compartilhar papéis na existência...
e depois de algumas idas e vividas, a prolixidade disse:
- ai, laco que loco ser assim!
ao que ele redarguiu:
- ai proli, me lixo ser assim.
tendo então laco convidado:
-ah, então vamos nos lixar juntos!?
tendo proli respondido:
- hum... se for com "x" não vai dar certo... no entanto, se for com "ch" vai ser chamego na certa.

sexta-feira, maio 01, 2009

mãe, quer apostar R$ 100,00 reais como eu faço umas fotos tuas bem legais?







quero. quero apostar sem. sem reais, Mariana!

quarta-feira, abril 01, 2009

os momentos-sonhos de uma padeira de imagens...


sexta-feira, março 20, 2009

olhe

visitantes noturnos, detetives dos ares, amigos queridos ora distantes, se vocês soubéssem... tenho tido tão pouco tempo, e por isso mesmo,- em virtude do espaçamento entre minhas publicações, vejo-me obrigada a confessar em segredo: fracos ventos de inspiração em algumas noites que alguma brisa há, ainda aparecem antes de eu pegar no sono...
e, nesses momentos, entre o torpor e a vigília, essa bendita dança louca de pestanas! me pergunto sonhando - será que um dia, toda aquela vontade de aqui estar a criar esse mundo bom, voltará... (sempre penso assim: "amanhã, eu prometo, vou voltar a sentir aquelas dores de criar, de criar alguma coisa com letras.")
e sei, nem sei se sabendo tanto assim, que um dia, minhas tardes, hoje, ocupadas pela necessidade da sobrevivência, serão floridas como foram e, como de certa forma, ainda o são mesmo que em micro-pólens aqui dentro! e, então, igual aqueles anos de dois mil e seis, dois mil e sete, quando eu sabia mais do que como nunca pintar o sete, sem um tostão furado no bolso, as flores brotarão em mim, enfim, tatuadas.



"olhe nos olhos do cavalo e verás a tristeza do mundo."

Guimarães Rosa

segunda-feira, março 02, 2009

bolinha de gude

voltar a tua casa

é redescobrir toda riqueza

de quando eu nada tinha e tinha tanto

como é bom voltar no tempo...

formidável sabor

hoje secretamente

abrir aquela caixa toda enfeitada

que te dei com chocolates suíços

ver as bolinhas de gude da tua infância

algumas foscas, outras ainda com um breve rutilar

misturadas com os pequenos côcos

que eu catei quando corria pelo pátio da escola

só tu mesma pra guardá-los como tesouro!





então percebi que és eterna menina da Vasco da Gama

a desapegada comunista e filha do meio que sempre, sempre

me alertou:

não deixa que tu´alma seja ervilha diminuta

te expande! jamais deixa tua arte morrer

porque o que resta, minha filha

um dia já não estaremos aqui pra saber o quê

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

bocudo!

depois dos desabafos não sei se o que ele tem é tolice, infantilidade em demasia ou cegueira mesmo. esse meu amigo de infância ainda não aprendeu a diferença entre mentir e omitir...
coisas essas necessárias saber depois lá dos seus vinte e poucos anos, mas enfim, como um bom serafim cabeça-dura, acha o máximo querer ser um jesus amado, padim cícero do capinzal misericordioso, e em vez de ter benção e suspiro da amada, acaba por dançar o créu abaixo de rolo de macarrão. te liga, bico!



isso eu tenho que admitir, sabe. isso eu tenho que admitir: primeiro: a tua faculdade envernizou muito bem a tua mioleira fértil: tu sabe criar boas frases. publicitárias por excelência e em qualquer situação. segundo: o futebol te deu e ainda te dá um bom suporte não somente nessa carcacinha buena, mas no movimento verbal: o esquivo. sabes como ninguém sair pela tangente como um mestre dos mestres; mas o papo, Armandinho, agora é outro, não para enaltecer teu ego cheio de esquemas e é o seguinte: cara, tu falar pra tua namorada os troço, e depois não querer que a guria pire geral e infernize tua vida é querer que exista uma nota de meio dólar, né!?
tu fala tudo, tu fala até a que horas tu peida, e na real das reais mais reais de todas as realezas é que tu sempre foi um baita boca de jacaré e nunca aprendeu noção nenhuma de conveniência. e isso eu falo, honey baby, sentadinha na cadeira da máquina do tempo, em ala cativa na Geral da nossa infância. ô bocudo, tu tropeça é pela boca!

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

protocolo do beijo

aquele dia quando eu passei por ti, tu me deu um beijo protocolar. sim, beijola protocolar que no final foi mais um protocalar.




beijo pra bater o ponto. o ponto de encontro que o tempo bifurcou em duas estradas... each one of us walking in two roads. you are in the one I didn´t take, but it´s close, very close to me. and perhaps, who knows, in the end of path I´ll find yours. and, why not, you´ll find mine...

quando tu passar por esses caminhos do coelho natalino, não esquece que tem pedágio,-tem que deixar um oi, uma estrela do shift número oito, um arroba, pode ser parênteses com segredos em morse dentro, acentos chapéuzinho de vovô, chapéuzinho de chuva pra fazer estampa, pode ser apenas isso, e eu já vou entender que não foi silêncio. que o resto de tudo não foi silêncio.


quinta-feira, janeiro 22, 2009

a trégua (?)


querido tio, mesmo que através dos intervalos do meu silêncio, compactuo contigo o "até quando?".




"com pompas e fanfarras declaradas em Sharm Al-Sheik, uma trégua em mais um capítulo sangrento das relações entre judeus e palestinos.
toneladas de palavras despejadas, toneladas de artefatos bélicos usados, milhares de feridos, mortos, traumatizados…
a máquina bélica e a insanidade humana cobraram seu dízimo até o pagamento da próxima prestação.


quanto tempo vai durar esta ilusão de "trégua"?


voltam à bainha a espada, machete, os arcos e flechas. os estoques bélicos serão renovados e as razões para o próximo round já estão sendo colhidas, deixando a parte qualquer patriotismo local, e então me pergunto: até quando seremos esta bolinha de ping-pong que é jogada de um lado para outro neste jogo em que não temos mais controle nenhum?
será que estamos condenados a uma eterna luta sem fim?
será o desdém, a raiva, o ódio, nosso legado às futuras gerações? "



mario nisemblat
Israel, 19 de janeiro de 2009.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

nos caminhos do tempo


é engraçado essa coisa demasiado urbana de se ser tendo sempre pouco tempo, porque o otimizamos como infalíveis administradores de empresas; e nesse ínterim logístico da ponta do lápis, encontrar, mesmo que em brevíssimos instantes, e literalmente nas esquinas do tempo, as pessoas queridas da nossa vida, percebo como ele realmente existe numa linha histórica, dessas desenhadas com giz em quadro escolar para melhor visualizar sua transição; porém, contudo, muito embora ele atue, implacável, sem ponta de dó sobre nós, pelo menos fica um bônus- a essência boa e genuína que, ao revê-las, lembramos que existia,- como se tudo fosse ontem, ainda morninho, - aquela época marcante, das pessoas lindas e mágicas... e é justamente com esse pensamento que me dou conta: não, elas não foram um passado. são uma presentificação.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

para você



"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,

a que se deu o nome de ano,

foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança

fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dãopara qualquer ser humano se cansar de entregar os pontos.

Ai entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez

com outro número e outra vontade de acreditar

que daqui para adiante vai ser diferente...

Para você,

desejo o sonho realizado,

o amor esperado,

a esperança renovada.

Para você,

desejo todas as cores desta vida,

todas as alegrias que puder sorrir,

todas as músicas que puder emocionar.

Para você, neste ano novo,

desejo que os amigos sejam mais cúmplices,

que sua família esteja mais unida,

que sua vida seja bem mais vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas,

mas nada seria suficiente...

Então, desejo que você tenha muitos desejos,

desejos grandes e que eles possam movê-la à cada minuto,

ao rumo de sua FELICIDADE!"



(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, dezembro 20, 2008

carteira assinada

no fundo, bem no fundo
o sorriso sempre pode existir
de um canto bem esticado a outro
prontinho a cumprimentar orelhas
mas aquele residual de tristeza há!
e é açúcar salgando o café na hora
em que tenho que sair

segunda-feira, dezembro 01, 2008

o menino luminoso


sempre que te vi, prometi
vou fazer uma poesia da criança que tu és
ah menino luminoso
pelas tuas mão o sol levanta
dos cabelos em fios de ouro
pendem pulseiras de sereia
em pólen a pele ilumina o rosto
dos olhos vêm cores da primavera
miraculoso cristal é o sorriso
que vem vibrando em sons de seda
e mediante o mundo grande que te olha
por que, menino luminoso, derramas lágrimas?


teu choro, seiva com pedrinhas
desliza ágatas e esmeraldas
na alegria a agüinha sai azul
e quando no rosto ondula o verde
é a tristeza que transborda...
e para isso fiz barquinhos
para colocar nesse rio tão puro

Ó, menino luminoso

de escondido rosto nas mãozinhas
essa timidez te desnuda!
desarma gladiadores
e embriaga a poesia!

sábado, novembro 29, 2008

dedo cruzado

Eduardo Marques pergunta: E aí Mari! Tudo bem? Como vão os escritos?


Olha, meu amigo Edu, as coisas estão indo naquele crescente mais pro sumindo do poético do que pro indo do patético. Eu, suportando com necessário estoicismo o mundo operacional, binário - passa-passa passará passageiro acolá em todos os momentos, sem o mínimo tempo para aprofundamentos intelectuais, (ai, como isso faz falta) apenas para execuções exitosas no câmbio operante do rádio da companhia. Mas, contudo, sigo com alguns planos em mente - de regressar ao mundo das letras, nada ainda definido com afinco, (só com meu figo ((de dedo cruzado)) preciso que pelo menos o ano encerre, e eu veja os fogos no céu para me decidir de vez...



Confesso, por ora, minha literariedade ou qualquer simples vestígio de verve à escrita foi soterrada. Acimentada. Tapada por completo com camadas e mais camadas espessas pelo excesso de pressão diária e muuuuito trabalho. Sinto que é algo tal qual como uma pessoa que perde a voz, ou um alguém que deixa de ouvir o som, e, no meu caso, eu perdi as palavras - meus ouvidos, minha voz interna. Ou, talvez, tenham elas sumido de mim com minhas orelhas e voz... vá saber... quiçá, o desquite foi tácito e numa boa, de repente um afastamento temporário para o amadurecimento da relação? Afinal, nem sempre, (aliás, quase nunca) as coisas são como realmente desejamos. Que pena, achava que estávamos tão bem, eu e elas, de vento em popa... C´est la vie, mon Chér.



*foto do meu quarto antigo, assim deixado - sem vazio, sem desfalque, na casa da minha mãe. Acho que ela sentiria mais a minha ausência se a parede ficasse sem Eles.

sábado, novembro 15, 2008

da míngua


para uma boa fome, não existe pão mofado.



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terça-feira, novembro 11, 2008

clandestinos

então aquele dia saímos da nossa cidade
deu na telha! e rumo a uma outra desconhecida
descemos num vilarejo colorido
caminhamos alguns passos, e, logo a nossa frente,
um lugar querido, com bancos e jardim
pareceu nos receber com sua alegria amarela...
bom fazer amizade com cachorros dóceis que lá cuidavam



a porta da varanda casa estava aberta
pelo visto, não se importaram nenhum pouco
com o nosso xixi e o escovar de dentes clandestinos;
parecia um sonho a Gabriel Garcia e Marquez estar ali.
só agora que percebi.


sábado, novembro 08, 2008

vertigem

o mundo gira


e tudo pira



contudo não medro
não lato
mas te digo
vomito no ato

sexta-feira, outubro 24, 2008

é assim

No fundo é sempre assim: se há asas desconfie; e, se no rabo houver setas, não se assuste, não se apavore, ou se quer ouse pensar que o mundo conspira contra você.



Simplesmente, é a tal da realidade da existência.

quarta-feira, outubro 01, 2008

I´m your mirror

...la-ra-li-la-lá...
todavia, na via, assovia a cotovia, talvez, feliz porque chovia...
baby - presta atenção - assim como tu, também tomo vacina pra ter casca de pedra, mesmo que alfajores eu tenha por recheio.





se acaso tu mudas, criança, eu mudo também. acompanho teus passos, e, sem nexo, sou o teu reflexo no espelho convexo ' do nunca nada a perder'; simplesmente, porque o teu jogo será o meu também. e assim, sob uma necessária dureza disfarçada, sigo jogando as cartadas da vida de quem nem sempre pode escolher os naipes.

quinta-feira, setembro 25, 2008

O Mundo Mágico da Voz


Hoje estava com saudades e queria saber da voz. Da tua voz. Aliás, sempre achei que a voz diz tudo. Ah, e as palavras também; e, acho, inclusive, que dizem até bem mais. Todavia, um fato é certo: o que a voz diz, as letras desenham em sua mudez. E o que as letras dizem, a voz não atinge em sua rapidez.

domingo, setembro 14, 2008

na caixa dos prazeres


tua presença espectral
agora flutua...



mas te prefiro de pijama de
pelúcia e eu contigo toda nua ...

sábado, setembro 13, 2008

nada morrerá



de repente a gente se viu
trocamos olhares cúmplices
e por algumas vezes nos acenamos
que encontro!
foi tão bom te ver daquele jeito
através do vidro enorme
tu estava no outro lado da rua
enquanto eu me distanciava em retilínio afastamento
na poltrona virada em direção contrária
aquela que ninguém gosta de sentar porque dá tontura...
dentro do ônibus eu fui me indo
e mesmo querendo te acenar mais
travei, talvez envergonhada
de parecer mongolona
e à medida em que ele acelerava pra longe
ao contrário da lógica
eu fui te vendo tão perto
e ali naquele instante imaginei nosso adeus
seria assim dia de nossa despedida?
sei que não devemos pensar ou falar nessas coisas
mas pensei que daquela forma seria lindo
porque nosso encontro na rua parecia um sonho
desses que quando se acorda, lamenta-se o abrir dos olhos
e no teu aceno
descobri que a nossa cuplicidade
nasceu justamente
porque de ti nasci
e estou aqui pra te continuar

quarta-feira, setembro 10, 2008

unidos venceremos!

decidiram virar trevos


os corações solitários

domingo, setembro 07, 2008

o design do poste



diferentemente do cachorro


é o que a pomba mais ama
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segunda-feira, setembro 01, 2008

não deu pra ficar

Mãe,





ontem, depois que tu me deste boa-noite, a noite foi caindo densa e uma angústia forte foi surgindo, aumentando cada vez mais; e, para o meu desconforto, ficar naquele quarto se tornou um estado de tamanho estranhamento num crescente à galope; se eu te contar que voltar a conviver com os fantasmas que há muito haviam sumido... e que jurava por tudo: haviam migrado para outros quartos, de outras pessoas, bem longe dali, mas de repente eles apareceram, sorrateiros, e ficaram flutuando em minha volta. Não adiantava se quer fingir ignorar. eles estavam ali.
ver as minhas coisas intactas, os livros intocáveis, exatamente na fileira da leitura aguardada daquela época das Letras lá pela metade do curso, os sapatos dos passos de antes que iam a lugares inconfessos, as calças velhas de dormir que moldavam o meu outro corpo esguio, dobradas, quase do jeito que as tinha deixado quando eu era diferente, sim, quando eu era outra pessoa, acho que uma outra Mariana; sentir as coisas que eu sentia há mais de três anos atrás, os anseios, os medos, o afã pela liberdade nas noites no Bonfim, ou por alguma troca urgente di´algum eflúvio intelectual que ao menos me tricotasse o cérebro... e não deu. ficou quase insuportável ficar ali, não agüentei.
Me senti não apenas sozinha, mas com aquela sensação de pele arrancada pegando vento-norte que tu sabes bem como é, e, sinto, minha mãe, que redescobri a custa de sufocamento - que novidade - o preço de se ter a verve literária, que, se não colocada pra fora através do lirismo planejado, ou do soneto rimado, brota como o fungo no vácuo, nas frieiras pra ganhar vida e existir de alguma forma.
Se ao menos tu estivesses acordada, acho que seria bom, muito bom mesmo te ter por ali, te ver nebulosa, mas dentro da minha visão periférica.
Quando tomei a decisão, já estavas longe, (contudo não fui insensível em simplesmente sair dali, inclusive, acho que nunca fui insensível em toda minha vida, por mais que tenha alardeado, convicta, ser de ferro e fingir ser forte sangrando talhada por dentro depois de comer merda quando da separação daquele amor nefando) dei um boa noite do meu jeito, fui no teu quarto e que acalento meigo pro meu delírio, vi duas xipófogazinhas ali, iluminadas pela luz pardacenta do corredor, e senti a minha gata ronronante tão leve, agora tão tua, dormitando em cima de ti - quase uma pluminha, uma pena cinzenta como a extensão do teu corpo; e então lembrei da história do Homem do Algodão Doce que tinha acabado de parir.
Ah, mulher de Deus, não é fácil ter em si radares para espectros e ser assim - uma alma em carne-viva.
Sorry, não deu pra ficar e... acho, porque, no fundo, sei, se acaso ficasse, eu me tornaria um deles.

sábado, agosto 30, 2008

sexta-feira, agosto 22, 2008

comanders



It´s not enought to be good.



It´s necessary to be the best.

sábado, agosto 16, 2008

sião

o coração no oriente




eu, ainda no ocidente.

segunda-feira, julho 28, 2008

pequena história sem fim algum

interlocutor imbécil: - mariana, mostre-me sua concepção arrojada de minimalismo.
mn, a mártir do design: - " _ _ "
interlocutor imbécil: - me desculpa, mas isso é um grande tédio.
mn, a mártir do design: -sim, muito bem. são meus olhos, agora mesmo, mostrando-o para ti.

quarta-feira, julho 23, 2008

o céu enviou um anjo....




O Céu não o quis por lá e... vejam só! enviou para mim.
Ah, oras bolas... no momento, não posso ficar com ele; por isso, concedo a ti, que me lê, que me crê e nunca nega uma batatinha dorê.

sexta-feira, julho 11, 2008

o tarado persistente



ahhhhhh
depois do teu não
sempre vem um sim
bem bão.

sexta-feira, junho 27, 2008

de repente o outono finda
nem sabia que ele havia chegado

o maior dos mestres das armadilhas

é o continuum dos dias

nas pessoas máquinas