sábado, dezembro 20, 2008
carteira assinada
segunda-feira, dezembro 01, 2008
o menino luminoso
vou fazer uma poesia da criança que tu és
ah menino luminoso
pelas tuas mão o sol levanta
dos cabelos em fios de ouro
pendem pulseiras de sereia
em pólen a pele ilumina o rosto
dos olhos vêm cores da primavera
miraculoso cristal é o sorriso
que vem vibrando em sons de seda
e mediante o mundo grande que te olha
por que, menino luminoso, derramas lágrimas?
desliza ágatas e esmeraldas
na alegria a agüinha sai azul
e quando no rosto ondula o verde
é a tristeza que transborda...
para colocar nesse rio tão puro
Ó, menino luminoso
de escondido rosto nas mãozinhas
e embriaga a poesia!
sábado, novembro 29, 2008
dedo cruzado
sábado, novembro 15, 2008
terça-feira, novembro 11, 2008
clandestinos
deu na telha! e rumo a uma outra desconhecida
descemos num vilarejo colorido
caminhamos alguns passos, e, logo a nossa frente,
um lugar querido, com bancos e jardim
pareceu nos receber com sua alegria amarela...
bom fazer amizade com cachorros dóceis que lá cuidavam

a porta da varanda casa estava aberta
pelo visto, não se importaram nenhum pouco
com o nosso xixi e o escovar de dentes clandestinos;
parecia um sonho a Gabriel Garcia e Marquez estar ali.
só agora que percebi.
sábado, novembro 08, 2008
sexta-feira, outubro 24, 2008
quarta-feira, outubro 01, 2008
I´m your mirror
todavia, na via, assovia a cotovia, talvez, feliz porque chovia...
baby - presta atenção - assim como tu, também tomo vacina pra ter casca de pedra, mesmo que alfajores eu tenha por recheio.

quinta-feira, setembro 25, 2008
O Mundo Mágico da Voz

Hoje estava com saudades e queria saber da voz. Da tua voz. Aliás, sempre achei que a voz diz tudo. Ah, e as palavras também; e, acho, inclusive, que dizem até bem mais. Todavia, um fato é certo: o que a voz diz, as letras desenham em sua mudez. E o que as letras dizem, a voz não atinge em sua rapidez.
domingo, setembro 14, 2008
sábado, setembro 13, 2008
nada morrerá
tu estava no outro lado da rua
enquanto eu me distanciava em retilínio afastamento
na poltrona virada em direção contrária
aquela que ninguém gosta de sentar porque dá tontura...
dentro do ônibus eu fui me indo
e à medida em que ele acelerava pra longe
eu fui te vendo tão perto
e ali naquele instante imaginei nosso adeus
sei que não devemos pensar ou falar nessas coisas
mas pensei que daquela forma seria lindo
porque nosso encontro na rua parecia um sonho
e no teu aceno
descobri que a nossa cuplicidade
nasceu justamente
porque de ti nasci
e estou aqui pra te continuar
quarta-feira, setembro 10, 2008
domingo, setembro 07, 2008
segunda-feira, setembro 01, 2008
não deu pra ficar

ver as minhas coisas intactas, os livros intocáveis, exatamente na fileira da leitura aguardada daquela época das Letras lá pela metade do curso, os sapatos dos passos de antes que iam a lugares inconfessos, as calças velhas de dormir que moldavam o meu outro corpo esguio, dobradas, quase do jeito que as tinha deixado quando eu era diferente, sim, quando eu era outra pessoa, acho que uma outra Mariana; sentir as coisas que eu sentia há mais de três anos atrás, os anseios, os medos, o afã pela liberdade nas noites no Bonfim, ou por alguma troca urgente di´algum eflúvio intelectual que ao menos me tricotasse o cérebro... e não deu. ficou quase insuportável ficar ali, não agüentei.
Se ao menos tu estivesses acordada, acho que seria bom, muito bom mesmo te ter por ali, te ver nebulosa, mas dentro da minha visão periférica.
Quando tomei a decisão, já estavas longe, (contudo não fui insensível em simplesmente sair dali, inclusive, acho que nunca fui insensível em toda minha vida, por mais que tenha alardeado, convicta, ser de ferro e fingir ser forte sangrando talhada por dentro depois de comer merda quando da separação daquele amor nefando) dei um boa noite do meu jeito, fui no teu quarto e que acalento meigo pro meu delírio, vi duas xipófogazinhas ali, iluminadas pela luz pardacenta do corredor, e senti a minha gata ronronante tão leve, agora tão tua, dormitando em cima de ti - quase uma pluminha, uma pena cinzenta como a extensão do teu corpo; e então lembrei da história do Homem do Algodão Doce que tinha acabado de parir.
Ah, mulher de Deus, não é fácil ter em si radares para espectros e ser assim - uma alma em carne-viva.
sexta-feira, agosto 22, 2008
sábado, agosto 16, 2008
segunda-feira, julho 28, 2008
pequena história sem fim algum
mn, a mártir do design: - " _ _ "
interlocutor imbécil: - me desculpa, mas isso é um grande tédio.
mn, a mártir do design: -sim, muito bem. são meus olhos, agora mesmo, mostrando-o para ti.
quarta-feira, julho 23, 2008
o céu enviou um anjo....
sexta-feira, julho 11, 2008
sexta-feira, junho 27, 2008
quinta-feira, junho 05, 2008
adeus lirismo!
...
quinta-feira, maio 22, 2008
primeiro amor
segunda-feira, maio 12, 2008
diarinho da loca
essa tal de disciplina inventada...
ruim com ela.
pior sem ela.
estupendo! com ê-la. com requeijão.
eu simplesmente pareço um cadáver. branca. um fantasma. chorando, digitando, saindo de órbita, as escleróticas vazadas, derramadas sobre o que a anatomia denomina "seios da face"; e, no meu reles caso, uma não-cara fatalmente já descarada. e então, em meio a esse delírio absurdo da emboletada aqui, eu me pergunto; eu te pergunto: - colocarei o nariz para fora dessa horrorenda caixa edificante em que esse corpo habita nesses dias que vão e que vêm por aí?
domingo, maio 04, 2008
o 8 x 1 (nem em circo isso acontece!)
e hoje foi um dia desses, mui digníssimo pra marcar a história do vivente cioso de alguma glória.
Internacional, meu rubro à galope num 8 x 1 inesquecível contra o Juventude.
desencantou! desencantou a praga!
eu gosto quando o espírito se apodera do corpo e vira um gigante de dentes pontudos, bem feioso bicho, de crispada cara esfaimada porque sedenta de vitória por bem ou por mal.
e, quando em campo bem orquestra a sinfonia dos chutes à vitória, mas que história faço eu a gargalhar sem se importar com a bruxona que salta de mim; ela vem da vila e ninguém pode. pois ela só phode!
segunda-feira, abril 28, 2008
a casa da minha infância

a casa da minha infância
há muito tida distante
apareceu de repente num sonho
depois de tanto tempo!
tudo em volta tão verdejante
como os jardins primaveris depois da chuva
havia flores amarelas em gavinhas no portão
quando na verdade era escondido
foi como encontrar um velho tesouro
flutuante da remota lembrança
me permitiu emareamento por mares
que à memória trouxeram
sem precisar uma dourada moeda
porque bastava ter idéias!
descer num trote a lomba do terreno
sentir o bafio dos cachorrinhos nascidos
e lembrei que sem querer
e jogar pras tartarugas musgos roubados da vizinha
ah, isso valia mais que todas as mais-valias
porque era uma alma parva
a casa da minha infância
é a mãe da mãe da mãe de todas as minhas riquezas!

domingo, abril 13, 2008
um dia a menos para o nunca mais
sim, o tempo, essa batida inaudível, nunca percebido único e valioso a cada momento em que não se escuta nunca o seu badalar nos tantos relógios no mundo...
enquanto os tantos trens partem, ou enquanto chegam na estação da vida, cabeças meneam, melenas voam, crianças nascem, pássaros cantam, nossa única constância é não perceber que a vida não se tem toda por viver!
segunda-feira, março 31, 2008
cheers!
todo momento é jogo
apenas só não esqueça
peça com gentileza algum troco
lânguido murmúrio
de cabeça
ou script decorado de tarjeta:
"-garçon, me congela a ampulheta
traga deuses com uísque ao meu favor
porém on the rock
até no quebrante da margem dos sonhos
quinta-feira, março 20, 2008
ave, a inexata verdade! ave!
(sim, eu sou uma diaba. Porém, uma uma boua diaboloua!)
Um dia um amigo meu me disse assim:
"-A mentira é um modo dificil de se levar a vida, pois se você se esquecer dela, pode magoar a si mesmo e a quem você ama."
Porém, ao meu ver escorpionino, aquele... de viés contrário e já um tanto conspurcado para não dizer envenenado, digo:
a mentira é um modo difícil, no entanto necessário. E, por mais que alguns o neguem, e outros tantos negaceiem, é justamente ela, a inexatidão da sinceridade que pode salvar....
quarta-feira, março 12, 2008
ãh?
segunda-feira, março 03, 2008
silêncio, meu sinal sutil
domingo, fevereiro 24, 2008
a agiota
todos os recordes alcólicos na minha décima terceira casa decimal foram batidos; e a verdade mais destilada é que nunca o CH3 CH2OH foi tão pontual e transgressor no meu sangue.
Então a Loucura, "essa dança das idéias", como dizia o bruxo Machado, resolveu dar a cara não-rara por aqui e apareceu toda Ela no poder, travestida de uma convincente viajora Yank, - de colarinho na espuma, fazendo milhas e milhas na ponte aérea das hemácias.
nãããã, passava por vários raios-x, e, rasteira, como quem não queria nada com nada, ia se chegando, mansinha, ultrapassando saguão por saguão do helicorpo, e, uma vez instada a apresentar o passaporte, respondeu num pronto: "estou só de passagem, apenas avaliando as condições do mercado como um todo...mas nada muito específico, não.
nos fazer completas japas, mesmo que de ocidental não tivéssemos nada; apenas os olhos de feixo-eclér.
A sacada completamente escancarada, convidando à escalada qualquer bom aventureiro que a desafios se prestasse na calada. E, de chofre, a mágica que não se explica aconteceu - a cristaleira havia se mudado para a mesa de centro da sala:
E eu, ali, em borboleteios de olhos arenosos, um feto torto resisitindo a dormitar sobre o inóspito sofá, na vã crença que o buraco iria melhorar; e a Fárida, lânguida, uma anêmona desmaiada no mar, no outro, pior ainda, fétido a la mijô de gatô.
O antigo candelabro enegrecido, oxidado pelas últimas réstias de brasa de um pavil umbandístico que até hoje não descolou. Belo feito o estrago da peça. Pelo visto, as velas bruxulearam até o último sumo da parafina. Ainda bem que os donos não existem mais para reclamar o descuido.
Ah, mas nada é de graça nessa vida cheia de graça....
a paga pela estrapolação foi o day after a pontuar um arrasto de chinelas e um pipocar de bolinhas transparentes a estourar em volta da cabeça arrependida pelo falta de freios seguido do questionar lamuriento de "ó vida, ó céus, por que, por que, por que, hein?"
é...
é nessas horas que a gente se dá conta de que, para os que não têm arreios, a doidêra é baita agiota.
Sempre cobra altos juros.
E, pode crer, quando ele é alto e avalentoado na mora, aí sim que é chegada a hora.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
deusa da vida
tropeçar nas fases e pinçar as coisas soterradas, porém vivas, vivinhas!
as cores se avivam! as árvores colocam brincos, as borboletas dão aura aos jardins e uma alegria há que se espalha por tudo enquanto os clarins tocam silenciosos sopros de perfumes em duelo.
os passarinhos em suas árias assobiadas despertam os manacás que começam acordar...
na sua recepção quero ser musa, medusa coroada de flores pra dançar bonita nesse mundo que agora a espera.
deusa da vida, da rotação efêmera! venha primavera!
terça-feira, janeiro 29, 2008
bolinhas do alfabeto
vento norte ou minuano
nunca se sabe onde vão parar rebentos
meta a cara
esqueça maus momentos
estufe o peito
anule a lógica
mostre a língua
perca o medo
não dê a descarga
deixa a coisa feder
faça adubo
do teu cóqui enxixizado
e então deixa a água da patente
de repente molhar o vento
com respingos de letras is
lindas bolinhas de alfabeto
sábado, janeiro 19, 2008
o verdadeiro abraço mais gostoso
O abraço dele sempre foi bom, mas, como dizem, para alguns, o tempo é como vinho em barril de carvalho, e, sem dúvida, o guri se aperfeiçoou no abraço.
Ô Dudu, um abraço!

não sei se algum dia o leitor sentiu
mas o abraço mais gostoso do mundo
ao contrário do que muitos pensam
apesar de ser aquele famoso
que envolve por inteiro
não é o de polvo
o abraço mais gostoso do mundo
não tem fundo
ele é fofo
tal qual refil de tinta no tinteiro
na medida certa é pressão
tudo pára
ouve-se um coração
é a cabeça perto do tum-tum cebolão
não vira um bom colchão
vitória das pestanas em alerta!
quando então a vida dum piscar
até o outro fechar dos olhos
por um milagre não consegue ser sonho
quarta-feira, janeiro 16, 2008
sábado, janeiro 12, 2008
da ingratidão
quinta-feira, janeiro 03, 2008
baile de carnaval

bem no fundo da caixinha
brilhando guardadas
as estrelas do carnaval
os anos se passaram em tantos
e hoje foi encontrada
ao simples toque de abri-la
voltam as cenas do filme da vida
as estrelas da minha infãncia
recolhidas depois do baile
depois de tantos anos
rutilam igual
e agora nesse instante
pelo brilho das estrelas do carnaval