quinta-feira, outubro 21, 2010
sou mandriona, eu confesso
sexta-feira, outubro 15, 2010
diz "tchau" pra eles, Nina!

quinta-feira, outubro 14, 2010
parem, agora!
há uns dias, li uma frase, num muro lá da UFRGS: "se votar mudasse alguma coisa, seria proibido." Então, preclaros, neste momento, bocejo e volto com meus olhos de peixe-morto ao meu tricozinho com a excelsa linha Vera-verão, da Pingouim, pra minha filhota. Agora, por favor, amigos, parem! sou apartidária. cansei.
sério, por favor, parem com esses e-mails que mais fazem eu perder meu escasso tempo abarrotando a minha caixa de mensagens, dizendo que a 'Dilma é dilmais!', porque isso, sinceramente, além de ser uma rima essencialmente pobre, não sensibliza o meu hipotálamo e definitivamente não, não mudará a minha opinião.
ah, oras, se ao menos mandassem Homens nus...
afffff.
sexta-feira, outubro 08, 2010
sábado, outubro 02, 2010
sábado, setembro 25, 2010
Marina! a Nina da Mari


HORMÔNIOS . PROGESTERONA. QUE DONA.
Só para vocês terem uma idéia da ferveção hormonal inacreditável... hoje, às seis horas da manhã, acordo sentindo um cheiro forte de cigarro. Pensei que era daquela velha chata da minha vizinha, mas achei estranho, porque ela dorme até o meio-dia. Então, ciosa de algum vestígio mais claro, sacudo o Fábio e pergunto: “-quem tá fumando? Quem tá fumando?” Bem, como homens não acordam fácil se tu não está com uma calcinha bem entalada (isso é casamento, baby, Yes.), desisti. Levantei segurando a barriga e fui para o corredor do prédio, de meia e tudo e fungando, pois o edifício incendiou há dois anos e o trauma fica, ah se fica. Fui descendo as escadas, fungando, fungando, feito um cão perdigueiro enfiando a fuça no friso das portas alheias e nada. Por ali, a atmosfera estava amena.
Voltei me puxando pelo corrimão, feito uma anta que vasculha o território em busca de algo; todavia, o cheiro continuava. Resolvi escancarar a sacada e o quê vejo para o meu deleite depois de perder a viagem que definiria a minha semana? Hãm?
Uma névoa esbranquiçada adentrando diretamente a minha casa, vinda de um monte de lixo com papéis, plásticos, folhas feito por um homem grisalho que sempre varre as ruas, talvez por pura tara de mover os braços que não abraçam mais nada nessa vida. Uma fumaceira, uma fumaceira que não dava pra tolerar; então eu enchi os pulmões e soltei um grito com toda a reverberação de fêmea lôca por proteger a cria:
“ – me diz uma coisa, hein meu senhor! Por acaso tu tem MERDA nessa cabeça? Só pode. É merda, é titica, ou é o quê que tem aí? Sabia que eu to esperando um filho? Tu tá querendo matar a minha filha? Hein? Tá querendo? Então espera aí."
A passos largos fui na área de serviço, peguei um baldão, abri a torneira na vazão máxima fazendo um chafariz na minha roupa e pelo chão todo, movida por uma fúria incandescente e. em ato-reflexo, desci de meia e tudo lá embaixo. Fui arrastando aquele balde pelo corredor, com dificuldade, tava pesado, e aquilo ainda fazia uma ondona quase saindo pra fora – pra lá e pra cá pelas bordas, ah santo desequilíbrio de trapezista aposentada. Atravessei a rua, cega, fui chegando bem perto, nem olhando pra ele. Quando cheguei na borda da fogueira, de súbito - TCHÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁA!
Pronto. joguei o balde com água na sua fogueira matinal. E voltei. Voltei calma, voltei Mariana da Nina. E fui dormir tranqüila e serena.
quarta-feira, setembro 01, 2010
sábado, agosto 28, 2010
que preguiça!

terça-feira, agosto 10, 2010
I´ve got some news from iceland
quarta-feira, agosto 04, 2010
terça-feira, julho 20, 2010
o queixo caído que ainda não voltou pro lugar

Ah, mas essa dita intempestiva dele simplesmente só não desceu, como entalou. Entalou e ainda, pra completar a sua finesse invejável de lord inglês, me deixou de queixo caído e completamente sem chão; astronauta perdida para finalizar a minha parla e fincar a minha bandeira. E essa minha afetação só ocorreu porque eu o considerava uma pessoa chegada, legal, com quem, de certa forma me identificava durante há algum tempo e com quem, inclusive, muito me correspondi trocando idéias, influências em outros idos, e, portanto, jamais esperaria ouvir algo desse gênero, principalmente durante a minha apresentação final, e mais: sabendo ele da minha condição judaica.
Hoje, passadas já algumas semanas do ocorrido, quando lembro da situação, da pessoa dele, enchendo aquela boca pra falar a sua verdade tão ímpar, gesticulando as mãos em ondas explicativas, típicas do professor sabe-tudo - óh, tão interessante nas suas ponderações de sapiência justa, pesquisada e bem lida - o residual do meu sentimento é simplesmente um nojo. Um mar de nojo mais puro da cara, que só de lembrar - sobe uma onda de vômito. Não um qualquer. Um vômito pastoso, como se fosse só de miolo de pão, sem que nenhum líquido houvesse sido juntamente ingerido e que entala e sufoca justamente por não verter da epiglote. Fica ali a pasta grudenta. Colada. Tira até o ar. Ou seja, FAZ MAL MESMO E CHEGA A MATAR UM POUCO.
sexta-feira, julho 16, 2010
se eles pudéssem...
sexta-feira, julho 09, 2010
minha cegonha sem-vergonha!

Doutrinação mental da maestra nisemblat da goela pra não vomitar constantemente. Porque haja vontade mais perturbadora! E sim! os desejos não são meros caprichos míticos como eu pensava ser para chamar a atenção – eles são reais! Emerge uma vontade de sentir os sabores inusuais – aqueles que sempre passaram batidos, bem longe do palato, e A Hora da delícia é comer o que nunca foi dado bola.
Receber um carinho na barriga, ah, verdadeiro cafuné triplicado de sensação máxima - e isso me faz lembrar direitinho, sempre que alguém me dizia estar grávida, eu ficava com vontade de passar a mão na barriga da mãe pra sentir aquele ventre redondo, duro, desafiador! encaixar na palma da mão (como pode né? mãe sempre rima com mão?!), mas ficava com vergonha. Portanto, hoje, compartilho algo simples; todavia, de grande descoberta pros que não sabem ainda: não tenham medo de fazer carinho na barriga de uma grávida. É muito, muito reconfortante, a mumy sente-se menos repelida e com sensação de bem-querer! Ah, sobre o sexo? Bah, é. Aquilo é tudo verdade...
segunda-feira, junho 28, 2010
pedido urgente

quarta-feira, junho 23, 2010
culpado Minuano

enfim, faço então no meu íntimo, simpatias, os rogos sinceros para que o sol - essa grandeza de tão inominável divindade - gire. gire mais depressa, os revoluteios celestes tomem redbull locos de faceiros e a massa polar se vá, de uma vez, de ré! ao Andes e ao seu fiel escudeiro - Pacífico devorador de almas bravias.
sigamos, corage mi compañieros.
terça-feira, junho 22, 2010
salmorinha
quinta-feira, junho 17, 2010
ritmos de la ciudad

eu? eu finalmente pertencia. fazia parte dos poleiros alinhados, morava em um deles - em geral, duros, inquebrantáveis muralhas de silêncio quebrado apenas pelas vozes metalizadas dos interfones que emitiam som um de fúria desconfiada atrás das portas de ferros.

sábado, junho 12, 2010
o segredo

tão belas, fulminam
que medo, que sina!
entonces nem ouso
mirar lá muito não
porém basta um adulo
elas se aconchegam redondas
como as dos gatos felizes espreitando no escuro
mas ô vixe! tem horas que não tem explicação
intrigam, estranham!
os iriologistas de escol até lá do velho mundo
e mais! ainda mais!
imanta os muitos passantes na rua
querem todos saber o segredo
por que lutam tuas pálpebras
nesse tremido de bolita cai-não-cai
mergulha a íris, e de baixo já volta de bóia
afinal, que bóia bácea é essa?
um "hei de subir" de caixa d'água?
os cílios, um eterno adeus que não se decide
vão, vem. delongam-se dançantes
haja resistor! nunca, nunca descansam
uai! o que é isso?
seria uma gravidade de lua?
ou de Terra alfinetando no empurro?
seria tristeza? o fardo nosso de cada dia?
ou tua sedução mais incontida?
pode ser, pode ser.
contudo, de uma coisa eu tenho certeza
são teus olhos, Amanda
uns olhos-de-sono.
segunda-feira, junho 07, 2010
homenagem ao blá-blá-blá
cansei das pessoas, de todas. e sem nenhuma exceção.
dos seus discursos colados, de suas mascaritas de queridos enquanto precisam, de suas balelas repetitivas, desse gênero amigos-coisíssima-nenhuma do blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá.
blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá.
blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá.
blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá.
então, utilizo esse espaço e oportuno ensejo para fazer-lhes uma singela homenagem bem bonita, from the deep of my heart:
FODAM-SE, MEUS CAMARADAS COITADINHOS.
FODAM-SE, porque agora essa máscara aí está sem cola e definitivamente grude não me agrada.

p.s.: se, por ventura, ocorresse um 'blecaute' no mundo, essa palavra eu trocaria por benção.
quinta-feira, maio 27, 2010
a rocha

1. Você pode (quase) tudo. Quando faltar inspiração, escreva uma lista de dez motivos para fazer alguma coisa. No final, acabará se divertindo.
2. É bom ter audiência, mesmo sem fazer idéia de quem são os leitores. Você apenas precisa aprender a lidar com essa relação meio íntima com leitores tão anônimos.
3. Com o tempo você percebe que sobrevive sem comentários. Segundo as estatísticas, apenas 1% dos leitores deixa um. Então pare de implorar pelos comentários dos amigos.
4. Blogar ajuda a organizar as idéias, exercitar a escrita e você ainda corre o risco de escrever algo realmente bom.
5. Amigos distantes, ou distanciados, se sentem próximos ao ler o seu blog. Você não precisa de orkut para se relacionar, e só se expõe se, e o quanto, quiser.
6. Você está deixando um registro histórico, da sua vida ou da sua época, embora isso pareça uma grande pretensão agora.
7. O fato de blog não dar dinheiro não é motivo para parar. Pense bem: você realmente não começou porque havia essa possibilidade.
8. Provavelmente você terá mais leitores do que se publicar um livro.
9. Você pode terminar uma lista de dez com nove itens e nenhum editor vai chamar a sua atenção.
Marta Barcellos, no
terça-feira, maio 18, 2010
cara ignara
domingo, maio 09, 2010
mão na mão, pé no chão
um afago nos cabelos
o balanço do berço sob a lua
o preparo do lanche na lancheira
o cosimento míope da roupa rasgada
a ingestão amarga do meu esquecimento
uma palmada vermelha que estala no remorso calado
no telefone, a discada com gastura até obter a resposta que não vem
a espera insone até que os passos sejam ouvidos de novo
a mão que sempre segurou a outra para que este corpo não quedasse.
agora percebo - cheguei até aqui por ela e descobri uma coisa:
mão, é na tua que está o teu coração.


quarta-feira, abril 28, 2010
pó de vidro

- que bafo acre e, de repente - eis que propício o revival: ela, ali, sempre minha, sobre a minha barriga e eu alisando o seu pêlo macio que ia se soltando sem resistência em minha roupa; e se quer me importava, como me importei um dia- com feio das sobras da pelagem em mim; e, nessa atmosfera de amareamento da memória, comecei a reviver mentalmente a minha vida de outrora - pós partida do vôo sem volta dessa morada, tudo de novo, um pouco antes de pegar no sono. o lá fora agonizava em tambores a diesel - os motores dos carros da rua ainda ruminavam a madrugada, e então como me lembrei tão nítido dos vinte e poucos, das altas horas estendidas aos gigantes do breu, com risadas sem-fim e o gosto de álcool na boca rosada louca para beijar e beijar e beijar. ei! o surdo eco das gargalhadas, o descompasso sem vexa das pernas trocadas, das tonterias à toa e tão dignas - por que mesmo cessaram? quarta-feira, abril 21, 2010
segurando o xixi
tomara que ninguém veja...


agora silêncio.

segunda-feira, abril 12, 2010
quarta-feira, abril 07, 2010
baianas outonais

quinta-feira, abril 01, 2010
this is my life

mas tudo bem, levo na esportiva as críticas de dona Cecília Kid, o terror da vizinhança II. porque, se acaso, eu levasse nas esporas, ela estaria ferrada.
1º de abril.
te amo.
sábado, março 20, 2010
terça-feira, março 16, 2010
domingo, março 14, 2010
sábado, março 13, 2010
sexta-feira, março 12, 2010
he has a green heart
quinta-feira, março 11, 2010
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
la langage de la folie


p.s.: agora só está faltando aparecer a dona ane minuzzo , né?
quinta-feira, janeiro 21, 2010
once a year




















