ó repugnante fraternidade! ali se postam os prosélitos sob o dossel de ferro e fogo da miséria. e depois da amotinação do enxame tricolor, o fogo da rocha arremeteu-se rubro, formando um arco cintilante acima da redoma Torquemada da Padre Cacique.
é uma coisa muito loca isso de falar de futebol; nunca fui fanática, mas é só cutucar o formigueiro que a coisa começa a se apoderar do meu espírito, tal qual psicótica devoção de converso em reunião de seita diabólica, e, quando a gente vê, está tomada de uma inflamação fervente de um sangue que nem mais meu deve ser...
na empolgação de comentar a foto da minha amiga de infância, nasceu esse resfolegueado desabafo meio à JC Braum das labaredas, meio à Psiquê do Cupido Lúcifer; e o estranhamento que se deu foi quando acabei o texto; não parecia que era eu, a mariana, tão desligada da perda de tempo que sempre achou o futebol... e sim, uma forma tenebrosa com alguns poucos indícios nisemblatianos a afundar as teclas, como se tambores de guerra fossem a retumbar na abertura sacra do Mar vermelho, ao reverenciar uma assembléia da qual sequer tem carteira.
seriam as divindades aquelas, a baixarem encachaçadas e ambrientas de alguma vitória nesse corpo cheio de orgulho que brota do nada?!?

ah, mas que sangria desatada esse sangue azul escorrendo pelas tuas veias e tinturando no chão o derramamento dessa paixão tão cega!
tudo bem, tudo bem, eu sou acobreada ovelha negra, virada casaca aos nove anos e sem arrependimento sempre pronto pra peleia; e sei, que por mais que todo o céu seja azul, toda guerra é vermelha.
mas vamos parar com a poesia, o papo agora é muito sério, mas ô guria, o que fizeram de ti depois desses tantos anos? tu, minha companheira de copo, trago, guitarra e viola, minha influência mais incisiva no pisar, virou gremista!!? uma gremista doente!? mas putakeospamesmo.
é foda. dói por dentro. tu, chimanga, e eu, maragata? ahhhhh, dói. dói, porque eu nunca vou te enxergar como gremista; e por mais que tu ache que tenha que se jogar mijo nos Colorados, eu acho mais ainda que estou sonhando e não me acordaram.
transpõe a barreira, eu sei que tu quer, eu sei que tu pode; entra na ambulância e vem ser sofredora, porque foi justamente contigo, Mazô, que eu aprendi, -sem dor, amor, não há o prazer!
mazááááááááááá, COLORADA!
não há tirano que cale a verdade rubra dessa alma Farroupilha!