
segunda-feira, junho 28, 2010
pedido urgente

quarta-feira, junho 23, 2010
culpado Minuano

enfim, faço então no meu íntimo, simpatias, os rogos sinceros para que o sol - essa grandeza de tão inominável divindade - gire. gire mais depressa, os revoluteios celestes tomem redbull locos de faceiros e a massa polar se vá, de uma vez, de ré! ao Andes e ao seu fiel escudeiro - Pacífico devorador de almas bravias.
sigamos, corage mi compañieros.
terça-feira, junho 22, 2010
salmorinha
quinta-feira, junho 17, 2010
ritmos de la ciudad

eu? eu finalmente pertencia. fazia parte dos poleiros alinhados, morava em um deles - em geral, duros, inquebrantáveis muralhas de silêncio quebrado apenas pelas vozes metalizadas dos interfones que emitiam som um de fúria desconfiada atrás das portas de ferros.

sábado, junho 12, 2010
o segredo

tão belas, fulminam
que medo, que sina!
entonces nem ouso
mirar lá muito não
porém basta um adulo
elas se aconchegam redondas
como as dos gatos felizes espreitando no escuro
mas ô vixe! tem horas que não tem explicação
intrigam, estranham!
os iriologistas de escol até lá do velho mundo
e mais! ainda mais!
imanta os muitos passantes na rua
querem todos saber o segredo
por que lutam tuas pálpebras
nesse tremido de bolita cai-não-cai
mergulha a íris, e de baixo já volta de bóia
afinal, que bóia bácea é essa?
um "hei de subir" de caixa d'água?
os cílios, um eterno adeus que não se decide
vão, vem. delongam-se dançantes
haja resistor! nunca, nunca descansam
uai! o que é isso?
seria uma gravidade de lua?
ou de Terra alfinetando no empurro?
seria tristeza? o fardo nosso de cada dia?
ou tua sedução mais incontida?
pode ser, pode ser.
contudo, de uma coisa eu tenho certeza
são teus olhos, Amanda
uns olhos-de-sono.
segunda-feira, junho 07, 2010
homenagem ao blá-blá-blá
cansei das pessoas, de todas. e sem nenhuma exceção.
dos seus discursos colados, de suas mascaritas de queridos enquanto precisam, de suas balelas repetitivas, desse gênero amigos-coisíssima-nenhuma do blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá.
blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá.
blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá.
blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá.
então, utilizo esse espaço e oportuno ensejo para fazer-lhes uma singela homenagem bem bonita, from the deep of my heart:
FODAM-SE, MEUS CAMARADAS COITADINHOS.
FODAM-SE, porque agora essa máscara aí está sem cola e definitivamente grude não me agrada.

p.s.: se, por ventura, ocorresse um 'blecaute' no mundo, essa palavra eu trocaria por benção.