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quinta-feira, novembro 14, 2013

O Guarda-pratas

durante a sua vida nada, nada era mais importante do que comer dinheiro. do contrário, nutrir amizades pela inércia de um coração aberto, ou praticar boas ações ao menos uma vez por mês? isso? isso lhe era circo deveras banal. ou melhor, coisa pra otário. fraco. afinal, nada era mais importante do que cheirar dinheiro. e, para isso, era esperto o suficiente. adubava suas plantas e as dos arredores de sua morada - sim! de dinheiro, - para que a fotossíntese, em cifras, fosse garantida às fossas nasais mui comprometidas com o green scenery.
tudo. todos os esforços eram concentrados para que o olor argênteo lhe lograsse a deglutir, digerir e cagar dinheiro. e assim a vida foi esverdeando. esverdeando. esverdeando. esverdeando ao ponto irreparável de um matiz ofuscante. não teve jeito. ficou um limo e apodreceu. quando as botas o senhor prestimoso bateu e enterrado com honras florais, bordadas em ouro, - obviamente - o foi, houve espanto lá onde o humus sobeja. é, meus caros leitores, a sete palmos abaixo da terra, o susto foi grande. pois que os vermes não tinham comida! não havia nada, n-a-d-a para consumir daquele corpanzil recém chegado à hospedaria. depois de muito estudo de caso e reuniões delongadas em cima do senhor Guarda-pratas, os vermes chegaram à conclusão, coitados, de que a vida não era só comida. a vida não era apenas ficar a fazer de tudo para forrar seus buchos sempre famélicos de carne, carne, carne. carne e viva la flesh noveau ad eternum! e ó! olha lá! eis eles lá agora a ficarem contentes.  puseram-se brincar de banco imobiliário.

pra ti, meu bem, meu mal. podridão maior da galáxia.


não posso fugir da minha natureza sinistra. desculpem. ainda sou um escorpião nato e salivante.

domingo, junho 23, 2013

tá amarrado!

ufaaaaa! obrigada por dobrar a esquerda, capeta! embora eu adore o calor estufinha, porque sou quelônia... enxofre definitivamente não rola. vá de ré!

terça-feira, abril 23, 2013

persona non grata

nunca fui uma pessoa de dar conselhos. aliás, não creio ser a pessoa ideal para entrar nessa onda de mimimis. porém, há um, apenas um conselho que eu não posso deixar de livrar a minha língua, hoje, depois de tanto relembrar situações pretéritas e descobrir que esse caroço de pêssego entalado na minha glote é mais um porco espinho apegado à vida querendo sair goela à fora.
- cara, presta atenção: não seja uma pessoa mal agradecida. seja tudo, seja louco, seja junkie,  canguinha, mentiroso, ladrão de super, michê, otário e vagabundo; mas, mal agradecido, não! sabe por quê? por que é esse justamente o nome, elegido como sinônimo, pela dona Exi Stência, para o cabo da enxada que cava o teu buraco. sim, ela isso me segredou, sexta-feira passada, na lancheria do parque.
tenha amor próprio, não se enterre. a mãe Terra agradece e economia de seus vermes cansados.