terça-feira, fevereiro 14, 2012
little hero
agora ele é herói.
e o herói mata com a tampinha cheia de clorofina os vermes do lixo esquecido (praxe da vida eterna) de ser posto fora.
de pronto - rumo ao extermínio da nojeira que brota da nada! uma tampinha cheia de clorofina pra cada minhoquinha nausebunda que se retorce.
eis que amontoado borbulhante de bichos brancos caminhando pelo chão!
- amor! - ele exclama -, acho que a gente vai ter que comprar mais água sanitária.
amor... ela replica -, eu também acho. acho que tu sempre será um hóspede nessa casa em que habitas há mais de uma mão cheia de anos.
ahhh, amor - ele se desculpa -, não fica braba! agora eu limpo a lata do lixo pra ti, olha só como tá branquinha! vem olhar. vem me elogiar um pouco o que tu acha? ahhh, pára! eu sou fera no lance. olha só! eu até aperto o verme e ele estoura. ahhhh, nem precisa mais de tampinha; não precisa gastar. viu só como eu te ajudo?
terça-feira, janeiro 31, 2012
primeira vez!



hoje, dia 31 de janeiro, a marina caminhou sozinha. deu três passos e seguiu firme o seu intento agarrando-se no armário. dispensável é narrar a emoção que é ver um filho começar bater as asinhas com seu próprio fôlego.
os olhos desabituados a chorar doem um pouco, mas não adianta, inundam de felicidade. mas por que chorar?
ah, isso não sei. sempre me questionei quando via a mãe dos outros chorando porque o filho havia feito isso ou aquilo...
vai ver que chorar pelas façanhas das crias é inevitável, é da vida, oras.
quinta-feira, janeiro 26, 2012
sexta-feira, janeiro 20, 2012
quinta-feira, janeiro 12, 2012
a.m - d.m

eu sinto falta da noite; eu sinto falta dos bons drink; eu sinto falta de bater a porta de casa e não dizer simplesmente nada; eu sinto falta de apertar o botão do phoda-se, de sentir as bolinhas do álcool inebriarem a poesia que bóia em clarabóia; eu sinto falta de fumar charuto, palheiro, chá (menos coisa de maconheiro); eu sinto falta do meu corpo antigo; eu sinto falta de ler páginas e páginas dum livro sem ter hora pra fechá-lo. enfim, eu sinto falta de não sentir falta.
mas, de igual forma imagino - essa vida de que falo não voltaria a ter graça mesmo que de repente todas as coisas mencionadas acontecessem de novo. porque ter um filho é essa loucura de Deus todo poderoso e sempre sapiente em encomendar almas: designa Ele - através de uma segunda chance - teres uma segunda vida, nesta jornada, sem precisar desencarnar e depois chorar pra retornar.
sábado, janeiro 07, 2012
quinta-feira, janeiro 05, 2012
sessão carência
o ser era tão pegajoso, que não bastava apenas se colar nos outros. fazia com que sua própria vida não houvesse sentido sem que ele estivesse ali, se colando em gosma transbordada, bem junto, quase entrando pelos poros, narinas e ânus do outro indivíduo. isso até que se fagocitasse por completo com a vida alheia. ah, e mesmo assim não estava satisfeito. precisava se colar nem que fosse com cola escolar, na casca dos carrapatos, para competir com eles no repasto sangüíneo e então mostrar quem era o tal.
terça-feira, dezembro 27, 2011
post it
domingo, dezembro 25, 2011
sábado, dezembro 24, 2011
mandriona convicta
sexta-feira, dezembro 16, 2011
mariademarina
mariademarina, uma mania? de mariana.

já são onze da manhã.
a casa uma bagunça.
chega a dar uma agonia.
e nós?
só brincamos.
só cantamos.
e jogamos ainda mais tudo pelos cantos.
quem se importa?
...
..
.
eu. de certa forma.
mas só depois das dez da noite, quando surge a Outra.
a maria
essa, sim! quer revolucionar o mundo. se desescravizar das coisas. se desencarvizar dos carvões poeirentos, se desenraizar dos trecos, tarecos que se amontoam. meldels!
quer um mundo vazio. sem nada. apenas livros, alguns brinquedos e meia dezena de peças de roupas pra trocar.
assim, só assim e sem as cousas existirá a liberdade.
para as marias e marianas do mundo.
assim, só assim e sem as cousas existirá a liberdade.
para as marias e marianas do mundo.
segunda-feira, dezembro 05, 2011
ô moçôô
da série: das coisas que vivi. não é piada. o pior é que não é piada. sabe aquelas situações em que se sente vergonha por alguém?

tem gente que vai em lugar público e acha (não sei por que cargas d´água!) que o garçom é privado, um por mesa. não adianta, há certas pessoas tão sem noção, que só jogando uma bexiga com muito mijo choco na cabeça pra acelerar as sinapses.

tem gente que vai em lugar público e acha (não sei por que cargas d´água!) que o garçom é privado, um por mesa. não adianta, há certas pessoas tão sem noção, que só jogando uma bexiga com muito mijo choco na cabeça pra acelerar as sinapses.
- ô moço! me dá uma pepsi geladinha?
o garçom volta com um copo de pepsi com gelo.
- moço, é sem gelo.
o garçom volta com apenas a pepsi no copo.
- moço, na verdade é pepsi light que eu queria...
o garçom volta com a pepsi light.
- ô moço, eu queria com limão.
o garçom volta com o limão cortado num copinho.
- moço, é que eu queria o limão espremido, tipo um suquinho, sabe?
sábado, dezembro 03, 2011
quarta-feira, novembro 30, 2011
glup (só de vez em quando)
ô filha! tu é tudo de bom nessa minha vida!
ah, mas para que tudo ficasse perfeitinho, como bem dizia aquela chata da xuxa meneghel: "pro nosso planeta ficar redondinho" - bem que poderias deixar a mamãe ter um tempinho a mais, um tempinho extra. tipo assim...
...
conseguir engolir a saliva de vez em quando, sabe?!
terça-feira, novembro 22, 2011
quinta-feira, novembro 17, 2011
eeeeeeee! oba! agora só eu existo!

o ser era tão sobremaneira Egoísta, que não consultou ninguém. por conta própria própria, decidiu mudar; e mudou. transformou a palavra que acima o denomina em: Eeeee.
e, como isso ainda não foi suficiente para o contento de seu ego, inflado de si, verdadeiro pedinte embriagado de primeira pessoa no singular, sem gelo, - pediu mais, pediu melhor. aliás, bom lembrar - ele nem pediu, porque quem pede, consulta. apenas emitiu um decreto nacional constando: daquele dia em diante - aos dezessete de novembro, de 2011, apenas a palavra Eeeeeee ocuparia o espaço destinado as palavras que começassem com e no dicionário.
[pobre Buarque de Holanda.]
quinta-feira, novembro 10, 2011
"climbing the mountain"
nada de calculista! é um vício instigante o delírio deambulante do montanhista. querer voltar e voltar e voltar. nada mal lá ficar, mesmo quando nem nada mais por aqui pulsar.

p.s.: o título é uma oportuna alusão à sensação que Minuzzo e eu sempre sentíamos ao iniciar uma prova de literatura, na época inteira das Belas Letras, quando tínhamos que dissertar feito duas Chicas Xavier a parir vidas e vidas e vidas pelo pulso.

p.s.: o título é uma oportuna alusão à sensação que Minuzzo e eu sempre sentíamos ao iniciar uma prova de literatura, na época inteira das Belas Letras, quando tínhamos que dissertar feito duas Chicas Xavier a parir vidas e vidas e vidas pelo pulso.
terça-feira, novembro 08, 2011
sexta-feira, novembro 04, 2011
domingo, outubro 23, 2011
"a melhor idade"
eu acho tão o ó aquelas mulheres todas embotocadas, esticadas e xuxetes perguntando - "onde é que fica a fila da prioridade?"
tem que decidir, oras!
uma hora querem ser mocinhas; noutra, vovozinhas!
haja a santa paciência já endemoniada.
tem que decidir, oras!
uma hora querem ser mocinhas; noutra, vovozinhas!
haja a santa paciência já endemoniada.
quinta-feira, outubro 13, 2011
tenha um filho

coisa boa sentir esse amor!
esse amor quentinho, redondo.
só depois de sentir isso, assim - sim! E-N-O-R-M-E-E-E-E
percebi que tudo outrora foi esmola.
esmola.
mas o pior foi ter mendigado, estendido a mão feito uma acordeã, passando o chapéu em praça pública. por níqueis!
acreditando nos ferrinhos de fundo de carteira. ferrinhos esquecidos. reles quebra-galhos de troco na troca. meldels! como se a caridade dessas moedas fossem me salvar da miséria. óh! vida tola -aquilo sim, aquele rastejar era própria miséria! amor da niquelândia. amor de piolho e lêndia. ahhh, e acreditando profundamente que era um tudo, - o máximo do maravilhamento e da redenção para Jesusa Crista dos últimos dias ad infinitum.
farsa. orgulho e profunda bossalidade.
obrigada, Deus, por ter tornado-me mãe.
sexta-feira, setembro 16, 2011
segunda-feira, setembro 12, 2011
sábado, agosto 27, 2011
tudo de bom!
terça-feira, junho 28, 2011
a melhor boneca
quinta-feira, junho 16, 2011
sábado, junho 11, 2011
segunda-feira, junho 06, 2011
as couves
a maternidade é tão pé na porta da vida, que faz piada no escancaro. antes o que eu considerava algo mega bossal, hoje é programão aguardado. ver as couves-flores no mercado da esquina, por exemplo, é O Acontecimento. confesso, chego a ficar ansiosa para mirar.
quem diria, Mariana. quem diria...
viu? baita bofetada na fuça pra nunca mais desdenhar das mulheres do lar.
quem diria, Mariana. quem diria...
viu? baita bofetada na fuça pra nunca mais desdenhar das mulheres do lar.
sábado, junho 04, 2011
tá dominado!
eu acho deveras interessantes essas pessoas que gostariam de abrir mão da própria existência para tomar a forma, o corpo, a mente da vida alheia.
- mariana, quando é que tu vai fazer uma faculdade?
- mariana, quando é que tu vai te formar?
- mariana, quando é que tu vai te casar?
- mariana, quando é que tu vai ter um filho?
e agora, pasmem! me vieram com essa:
- mariana, quando é que vem o segundo filho?
então, só me resta responder...
o próximo filho?
o próximo filho está por dupla década no pó do espaço sideral dando tchau, ô cara-de-pau.
- mariana, quando é que tu vai fazer uma faculdade?
- mariana, quando é que tu vai te formar?
- mariana, quando é que tu vai te casar?
- mariana, quando é que tu vai ter um filho?
e agora, pasmem! me vieram com essa:
- mariana, quando é que vem o segundo filho?
então, só me resta responder...
o próximo filho?
o próximo filho está por dupla década no pó do espaço sideral dando tchau, ô cara-de-pau.
quarta-feira, junho 01, 2011
a dona
essa moça me inspira. me pira, também. não sou mais dona de mim, não sou mais dona do meu tempo. e do nada! do nada deixei de ser dona. ao menos, todo esse despojamento por uma boa causa.
danada!
segunda-feira, maio 23, 2011
sexta-feira, maio 20, 2011
terça-feira, maio 10, 2011
sábado, abril 30, 2011
terça-feira, abril 19, 2011
liga de lagartixa

volta e meia, a gente sempre se flagra suspirando, saudosas do tempo em que respirávamos literatura, praticando a escrita como quem bebe água depois de uma noitada daquelas; enfim, a coisa ia que era um doce.
e a grande verdade, que percebo nestes novos tempos de ser mãe, - mãe-sem-tempo é que a escrita pegada é essencialmente um exercício constante; caso contrário, fica-se sem 'A Liga'. a liga de aderir em parede com chuva, sabe? liga de lagartixa.
cara, e quando se vai a fundo (suspiro saudoso), a punhetinha da coisa é mais ou menos como um gambling maldito para qualquer jogador que o seja... porque se tem de apostar, por mais que saiba que as cartadas poderão matar...ou morrer...
e isso é lindo. dá sentido.
domingo, abril 17, 2011
sexta-feira, abril 08, 2011
a primeira sapatilha
quero aproveitar o ensejo e dedicar essa foto para a Estrella, maruja aqui do blog, lá de Salvador, para agradecer o mail lindo que enviou...
palavras sempre são presentes, e presente direto da Bahia, então... tem sabor especial!well, pelo visto, em breve, ela também vai semear seu pó de estrela pra deixar nosso céu ainda mais brilhante.
hoje fomos ao parque nos exibir...
quer ver mais?
então clica aqui.
domingo, abril 03, 2011
domingo, março 27, 2011
um mês
ninoca bolota completou um mês dia 24. nesse meio tempo, posso dizer que ainda não encarnei por completo o novo papel. o processo de adaptação à nova vida de 'mãe' dia-a-dia vai sendo aprimorado e apreendido. porém, não há saída - a sua oscilação é periclitante: há momentos em que um simples olhar dela já vale por todos os nove meses de mal-estar, cansaço, ranço, vômitos, espera sem-fim; já, em outros, não serei hipócrita em não admitir: eu finalmente entendo o sentido de existir tela nas janelas...
sexta-feira, março 25, 2011
carta de desculpa nem tão furada
só pra tu saber que estou no rumino das idéias a te serem lançadas. e creia, estou ficando preocupada: a mente anda vazia. preciso voltar a estudar URGENTE. hoje sobrou um tempo, a marina dormiu feito pedra por quatro horas! quatro horas! isso é um milagre! então me emocionei, manipulei fotos e, logo em seguida, fui assaltada pela consciêcia necessitada de descarrego. então pensei: preciso escrever pra Fárida. ok. consenti ao ID que me dominasse a mente. sentei na cadeira, ensaiei algumas frases, dei vários backspaces (tão covardes eles!), mas guria... só via as linhas se autofagocitarem na tela desse notebook paleolítico e nada, mas nada de acertar o ponto da Helmanns de entrar no texto!
cara, tenho tanto pra dizer, mas não sai nada. 'r-r-r-r-e-a-l-m-e-n-t-e, - como diria o rei Roberto - acho que Deus é muito parcimonioso mesmo. ele me dá leite que verte, que molha a blusa, incha meus seios em fogo e febre, nutre minha filha com fartura, mela meu chão, minhas roupas ao ponto de parecer uma constante baldada. porém, exige. exige o troco na troca: minhas ideias. então resolvi perguntar bem assim: "- ei! o senhor aí em cima! está me ouvindo?! minhas idéias! onde estão, meu Deus? por favor, me diga?!"
ao que ele respondeu, de súbito: "minha filha, minha filha. paciência. agora o momento é outro. agora elas se esvaem juntamente com a benesse do teu ato - o aleitamento justo. e isso apenas pra não enlouquecer a tua cabeça por não poder usá-las. não esquece, segundo tu mesma: 'não se pode ter o melhor dos mundos, mariana. ' "
tudo bem, tudo bem, Senhor - aceito as cartadas do destino. porém insisto: eu não desisto.
cara, tenho tanto pra dizer, mas não sai nada. 'r-r-r-r-e-a-l-m-e-n-t-e, - como diria o rei Roberto - acho que Deus é muito parcimonioso mesmo. ele me dá leite que verte, que molha a blusa, incha meus seios em fogo e febre, nutre minha filha com fartura, mela meu chão, minhas roupas ao ponto de parecer uma constante baldada. porém, exige. exige o troco na troca: minhas ideias. então resolvi perguntar bem assim: "- ei! o senhor aí em cima! está me ouvindo?! minhas idéias! onde estão, meu Deus? por favor, me diga?!"
ao que ele respondeu, de súbito: "minha filha, minha filha. paciência. agora o momento é outro. agora elas se esvaem juntamente com a benesse do teu ato - o aleitamento justo. e isso apenas pra não enlouquecer a tua cabeça por não poder usá-las. não esquece, segundo tu mesma: 'não se pode ter o melhor dos mundos, mariana. ' "
tudo bem, tudo bem, Senhor - aceito as cartadas do destino. porém insisto: eu não desisto.

AS PÉROLAS. DELA.

"Mariana !
Nunca vi alguém escrever que "não pode escrever" de forma tão sublime! De qualquer forma é bom saber que tens horrores de coisas para me dizer, isso significa que a chama ou a faísca continua dançando como uma odalisca a seduzir o seu sultão.
Eu, que acabei de entrar num "mundinho - estágio" da verdadeira competição humana em termos de " morde assopra profissional", to me virando e me surpreendendo comigo mesma, a cada vez que tenho de encarar as demenciazinhas de certos cérebros inoperantes nos estágios mais avançados da pobre consciência."

"Pô, Mariana! esta tal de S... pelo que eu entendi é uma personagem ou se faz de louca profissionalmente. por acaso tu já tentaste impor alguns limites básicos, assim, mais ou menos, quando você tem que ensinar o cachorro a não fazer pipi no chão da sua sala, pois, afinal de contas, ele tem sua própria casinha para fazer suas necessidades? "

"Hoje, saí da facul de moto, mas queria que fosse um cavalo, queria subir o morro do monte verde galopando, e lá em cima, bem na frente do por-do-sol, puxar as rédeas e fazer o cavalo levantar as patas dianteiras. Então, olharia para baixo em meia volta, deixando de lembrança um nítido sorriso de prazer; e assim, continuaria meu caminho solitário, mas não triste, na direção das flechas que apontam para o Norte! "

"Ah, janes, quando o cheiro de veneno começa a pairar no ar, tá na hora do leão balançar a juba ecomeçar a estalar a calda."
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