Áustrio da Austrália: tu tá aê?
Mártir da Martinica: tô, botei o relógio no bonecro verde pra disfalçá, mas tô aqui.
Áustrio da Austrália: vô ligá a quém.
Mártir da Martinica: quém? que quém vai ligá?
Áustrio da Austrália: a quém pra gente se vê.
Click! (momento do print screen da imagem de cima)
Mártir da Martinica: ô guri, tu foi pra Austrália pra estudá ou pra endeusá?
Áustrio da Austrália: ah, prá estudá, mas aproveitei pra fazer o curso de deus.
Mártir da Martinica: então me conta! como é que é isso?
Áustrio da Austrália: a cosa é loca, vem ao natural.
Mártir da Martinica: ao natural?
Áustrio da Austrália: sim, é só respirá o ar daqui e tu já começa a endeusá.
Mártir da Martinica: eu precisava um pouco disso, o ar daqui me deixa com cara de coitada.
Áustrio da Austráilia: ai, ai, as pessoas usam tão equivocadamente esse termo...
Mártir da Martinica: eu não acho, no fundo, no fundo, existe um arrazoado aí nesse coit - ada; mas afinal, e o inglês?
Áustrio da Austrália: é, bem assim - bem aí mesmo - fundo, no fundo que tem esse arrazoado do coit... esquece, ada, vai.
ah, o inglês... claro, o inglês vai indo, vai entrando socado de qualquer jeito.
Mártir da Martinica: e não é muito difícil?
Áustrio da Austrália: difícil é viver aí, isso sim, o cérebro não acostuma nunca.
Mártir da Martinica: não mesmo, o cérebro se acostuma com qualquer coisa, ou como tu acha que os bóia-frias conseguem viver da lâmina na cana?
Áustrio da Austrália: isso já é outro papo, popa, e chega de realidade, mártir! vamos à realeza.... me conta aquele teu segredo!
Mártir da Martinica: mas qual segredo tu quer saber? aquele ou este?
Áustrio da Austrália: eu quero saber se este segredo é mais ou menos como aquele outro.
Mártir da Martinica: é bem como aquele. E o teu?
Áustrio da Austrália: háhá, o meu segredo é um segredo e não dá pra contar.
Mártir da Martinica: mas ele é mais segr ou mais edo?
Áustrio da Austrália: é mais edo de dar medo.
Mártir da Martinica: e o medo te doma?
Áustrio da Austrália: não, porque agora eu sou deus.
Mártir da Martinica: e como eu faço pra ser rainha?
Áustrio da Austrália: compra a coroa na rua Senhor dos Passos.
Mártir da Martinica: ah! deu mesmo, seu deus desudo do demônio!
Áustrio da Austrália: e só acreditar, Mártir, e bota ela pra brilhar no cocoruto!
Mártir da Martinica: deu. desliga a quém, Araquém de araque.
sexta-feira, abril 27, 2007
Áustrio e Mártir
Felipe Ferreira atravessou o mar, largou os confins da Província Nada Alegre e deixou saudades. Meu amigo punk em terra australiana, 'escuta esse meu desabafo, a essa altura da manhã'... a ti, essa brincadeira delightful dos nossos sonhos virtuais.

terça-feira, abril 24, 2007
tRaNsFoRmE-sE!
quarta-feira, abril 18, 2007
você sabe?
sexta-feira, abril 13, 2007
domingo, abril 08, 2007

a vida é escorregadia, uma charada indecifrável
pelas frases vazias e sonorosas de histórias que escondem
pelas frases vazias e sonorosas de histórias que escondem
um segredo qualquer em um mundo de convenções.
porém, não há como manter as máscaras coladas o tempo inteiro;
e, entre o bom-tom sufocante em que se vive, de repente, as verdadeiras faces surgem.
e, nos silêncios espaçados da decepção, desfaz-se a pintura, e a vida já não é mais um enigma.
os dias e as noites alternam os astros, as páginas passam, e encerram-se os papéis agradáveis.
quarta-feira, abril 04, 2007
who do you think you are ?
domingo, abril 01, 2007
Não nego, porque o culhão atrofiado existe - , há dias nessa vida, em que a máxima do meu sonho é esbofetar seres até o arrancar de arcadas. e, logo depois, to be high fly, um escarrear eqüestre de purificação em qualquer soleira.
Nem pense mal; afinal, o avesso da misericórdia está encarnado em quem não pediu para nascer.
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