sábado, agosto 30, 2008

sexta-feira, agosto 22, 2008

comanders



It´s not enought to be good.



It´s necessary to be the best.

sábado, agosto 16, 2008

sião

o coração no oriente




eu, ainda no ocidente.

segunda-feira, julho 28, 2008

pequena história sem fim algum

interlocutor imbécil: - mariana, mostre-me sua concepção arrojada de minimalismo.
mn, a mártir do design: - " _ _ "
interlocutor imbécil: - me desculpa, mas isso é um grande tédio.
mn, a mártir do design: -sim, muito bem. são meus olhos, agora mesmo, mostrando-o para ti.

quarta-feira, julho 23, 2008

o céu enviou um anjo....




O Céu não o quis por lá e... vejam só! enviou para mim.
Ah, oras bolas... no momento, não posso ficar com ele; por isso, concedo a ti, que me lê, que me crê e nunca nega uma batatinha dorê.

sexta-feira, julho 11, 2008

o tarado persistente



ahhhhhh
depois do teu não
sempre vem um sim
bem bão.

sexta-feira, junho 27, 2008

de repente o outono finda
nem sabia que ele havia chegado

o maior dos mestres das armadilhas

é o continuum dos dias

nas pessoas máquinas

quinta-feira, junho 05, 2008

adeus lirismo!

aqui nada é para ser entendido. apenas para ser sentido, neste instante e nunca movido daqui adiante.
tudo o mais é segredo. senão não tem graça. a mínima graça.



durante algum tempo eu tentei. tentei me iludir. e de alguma forma resistir. contudo, sei eu. toda poesia foi perdida. toda a literatura ficou contida num passado que passou. e agora(?), nesse presente(?) pelo visto, de virtuosismo, somente resta a imagem que está retida. (gostou do rosa na tua retina?) sim, estou completamente perdida. nas idas. nas vindas. nas remotas. apenas entendo de rimas fáceis, fazer supermercado, assistir pelotas, cumprimentar bom dia, boa tarde di modi bonito e iludida bater o cartão-ponto pra ser boa moça que não sou. (quiçá um dia?)
logo eu! logo eu! que destestava falar do eu, do breu, da alegria ou da coisa escura que aconteceu justamente porque era mais fácil?!?
recorro às runas, às rezas, às benzedeiras da Lagoa, mas quem resolve mesmo os meus descompassos é Caio.
Caio Fernando Abreu!
(já imaginou se ele soubésse?)

...

domingo, junho 01, 2008

quinta-feira, maio 22, 2008

primeiro amor

meu primeiro amor
começou no jardim
nos domingos de manhã
ele me levava café
e dizia que gostava de mim
eu nunca sabia o que dizer
olhava pro lado
fazia cara feia
que tola!
como se fosse do mingau de aveia
mastigava então
para em vão
disfarçar as batidas acelaradas do coração


segunda-feira, maio 12, 2008

diarinho da loca

É bom encontrar fragmentos dos meus diários perdidos no pc. Na época acadêmica, costumava registrar meus estados de espírito, talvez, porque lá no fundo sabia que um dia iria querer reler pra voltar no tempo e ficar cara-a-cara com os estados de espírito que eu jamais supunha viver naqueles anos em que eu contava pauzinho de presidiária pra sair da faculdade.
Hoje, vivendo uma outra etapa de vida, num outro planeta que mais parece um saco de bala sortida, percebo, através desse pequeno textículo que segue abaixo como é possível voltar no tempo e reencontrar aquele ser outro que habitava em mim, num pacote de pão dureza - histérico, perdido, doido, encolerizado em virtude dos eternos prazos, prazos, prazos que ninguém deste planeta está livre de pensar que...

essa tal de disciplina inventada...

ruim com ela.
pior sem ela.

estupendo! com ê-la. com requeijão.


eu simplesmente pareço um cadáver. branca. um fantasma. chorando, digitando, saindo de órbita, as escleróticas vazadas, derramadas sobre o que a anatomia denomina "seios da face"; e, no meu reles caso, uma não-cara fatalmente já descarada. e então, em meio a esse delírio absurdo da emboletada aqui, eu me pergunto; eu te pergunto: - colocarei o nariz para fora dessa horrorenda caixa edificante em que esse corpo habita nesses dias que vão e que vêm por aí?



Porto Alegre, dezembro de 2007

domingo, maio 04, 2008

o 8 x 1 (nem em circo isso acontece!)

lavar alma tem um sabor inexplicável.
e hoje foi um dia desses, mui digníssimo pra marcar a história do vivente cioso de alguma glória.
Internacional, meu rubro à galope num 8 x 1 inesquecível contra o Juventude.
desencantou! desencantou a praga!
eu gosto quando o espírito se apodera do corpo e vira um gigante de dentes pontudos, bem feioso bicho, de crispada cara esfaimada porque sedenta de vitória por bem ou por mal.
e, quando em campo bem orquestra a sinfonia dos chutes à vitória, mas que história faço eu a gargalhar sem se importar com a bruxona que salta de mim; ela vem da vila e ninguém pode. pois ela só phode!

agora o que vale é se sentir bem.
de alma lavada. e, mais uma vez, colorada cara corada.

well, por hora, a camisa suada me faz querer descansar e achar engraçado o jeito dessa gremista aí de baixo:



créu-créu-créu-créu-creu-créu-créu-créu...

segunda-feira, abril 28, 2008

a casa da minha infância




a casa da minha infância
há muito tida distante
apareceu de repente num sonho
depois de tanto tempo!
tudo em volta tão verdejante
como os jardins primaveris depois da chuva
havia flores amarelas em gavinhas no portão
despontando vivas num quente clarão

hoje ao encontrar o que pensava perdido
quando na verdade era escondido
foi como encontrar um velho tesouro
flutuante da remota lembrança
me permitiu emareamento por mares
que à memória trouxeram
o meu navegar da crença
de ser dona do mundo
sem precisar uma dourada moeda
porque bastava ter idéias!


descer num trote a lomba do terreno
e deixar as pernas levar a algum fim de linha
alguma cerca que findasse o rumo
sentir o bafio dos cachorrinhos nascidos
azedo leite em suas bocarritas esfaimadas
os altissonantes cocorecos das poedeiras
chamando o galo valente


e lembrei que sem querer
eu era uma boa criança malvada
ao esmagar minhocas para fazer mais barro pro João de Barro
e jogar pras tartarugas musgos roubados da vizinha
ah, isso valia mais que todas as mais-valias
porque era uma alma parva
a carregar livre corpo infante


a casa da minha infância
é a mãe da mãe da mãe de todas as minhas riquezas!


eu. no mundo. hoje.


domingo, abril 13, 2008

um dia a menos para o nunca mais



como pode o tempo passar assim entre nossas vidas?
sim, o tempo, essa batida inaudível, nunca percebido único e valioso a cada momento em que não se escuta nunca o seu badalar nos tantos relógios no mundo...

enquanto os tantos trens partem, ou enquanto chegam na estação da vida, cabeças meneam, melenas voam, crianças nascem, pássaros cantam, nossa única constância é não perceber que a vida não se tem toda por viver!


o futuro não é lá adiante, todo distante!
o futuro, esquecimento nosso da hora, é agora!

morremos todos os dias um pouco
e a morte
sem Deus nem lei,
não chega em sentença aguardada

vem ela a cada nascer do sol


não se trata, meus caros, de pessismismo aviltante
trata-se, sim, saber viver instante a instante



segunda-feira, março 31, 2008

cheers!

nas cartadas da vida
todo momento é jogo
apenas só não esqueça
antes de levantar da mesa
bata a canastra

com um olhar de burguesa
e se acaso jogar a gorjeta
peça com gentileza algum troco
lânguido murmúrio
de cabeça
ou script decorado de tarjeta:

"-garçon, me congela a ampulheta
traga deuses com uísque ao meu favor
porém on the rock
até no quebrante da margem dos sonhos

onde ondas de champagne não parem de espumar..."


cheers!
eternal youth!



hic. hic. hic.

quinta-feira, março 20, 2008

ave, a inexata verdade! ave!

Naquele mesmo esquema de refutação a que tanto amo... aproveito o ensejo repentino para puxar uma carta antiga da manga, apenas para contrariar a pureza das emoções tão lindas...
(sim, eu sou uma diaba. Porém, uma uma boua diaboloua!)



Um dia um amigo meu me disse assim:
"-A mentira é um modo dificil de se levar a vida, pois se você se esquecer dela, pode magoar a si mesmo e a quem você ama."
Porém, ao meu ver escorpionino, aquele... de viés contrário e já um tanto conspurcado para não dizer envenenado, digo:
a mentira é um modo difícil, no entanto necessário. E, por mais que alguns o neguem, e outros tantos negaceiem, é justamente ela, a inexatidão da sinceridade que pode salvar....


quarta-feira, março 12, 2008

ãh?

Diva Minuzzo e Divã Nisemblat no afã da questã nada vã...



pois observo que o fumo senão impede, seca as lágrimas no aguardo e ao mesmo tempo leva ao cérebro uma espécie de nevoeiro salutar...
porém, mui bafudos deixa os bobalhões nicotizados ao simples trago do cilindro.

segunda-feira, março 03, 2008

silêncio, meu sinal sutil

um dia um amigo escreveu uma frase assim:

"antes falar as coisas do que sofrer por elas não serem ditas."

e como adoro refutar, porque acredito na relatividade de tudo, parafraseio ao meu modo escorpinino de viés contrário:

"antes prolongar ao máximo o não-falar e não sofrer por ter não dito, do que falar, falar e sofrer mais ainda por ter falado.

domingo, fevereiro 24, 2008

a agiota


Por esses dias estava fazendo uma retrospectiva de toda a etapa de celebrações após o tão aguardado desfecho acadêmico, e cheguei à uma drástica conclusão:
todos os recordes alcólicos na minha décima terceira casa decimal foram batidos; e a verdade mais destilada é que nunca o CH3 CH2OH foi tão pontual e transgressor no meu sangue.

Então a Loucura, "essa dança das idéias", como dizia o bruxo Machado, resolveu dar a cara não-rara por aqui e apareceu toda Ela no poder, travestida de uma convincente viajora Yank, - de colarinho na espuma, fazendo milhas e milhas na ponte aérea das hemácias.

Mas não pensem vocês que, nesses dias, o sua entrada na sala de embarque se dava de imediato.



nãããã, passava por vários raios-x, e, rasteira, como quem não queria nada com nada, ia se chegando, mansinha, ultrapassando saguão por saguão do helicorpo, e, uma vez instada a apresentar o passaporte, respondeu num pronto: "estou só de passagem, apenas avaliando as condições do mercado como um todo...mas nada muito específico, não.


Contudo, a dona bendita, boa de negócio, mas mui fraca das pernas, nesta noite, resolveu pedir cadeira logo no meu Gate, então, de pronto, e sem hesitação nenhuma, mandei logo que sentasse, oras. Mas abusada era ela, e não é que a preclara resolveu se enraizar sentada mesmo?
Que baita louca essa loucura!
E, ali, no fofo da minha sala de viagem, curtindo a sua inércia, a Loucura foi tomando um corpo, um corpo cada vez maior, agigantando-se num trote de mula, devagar, mas sempre ao norte do delírio...




Entrementes a isso, vários espíritos do Japão iam atravessando continentes com conexão direta p´ruma grande missão:
nos fazer completas japas, mesmo que de ocidental não tivéssemos nada; apenas os olhos de feixo-eclér.



Todavia e como sempre, tudo o que é bom tem um curto-prazo pra lá de diminuto com um gosto ferrado de quero mais, então o alarido de toda aquela festança foi diminuindo, diminuindo, todas as danças de tropeços foram escasseando sem que eu se quer sentisse algum esvaziamento, até que tudo em volta parou de acontecer. "1-2-3 estátua!"
E curioso foi que o desfecho não foi finalizado com pompas ou aquelas despedidas convencionais de estalos de beijos que se perdem pelos ares. Às seis e pouco da manhã, com a luz entrando como uma espada em riste na sala, fustigando os meus olhos como um castigo de lâmina que quer ceifar ou ceifar, eu acordei.
pobre refén.
A sacada completamente escancarada, convidando à escalada qualquer bom aventureiro que a desafios se prestasse na calada. E, de chofre, a mágica que não se explica aconteceu - a cristaleira havia se mudado para a mesa de centro da sala:



E eu, ali, em borboleteios de olhos arenosos, um feto torto resisitindo a dormitar sobre o inóspito sofá, na vã crença que o buraco iria melhorar; e a Fárida, lânguida, uma anêmona desmaiada no mar, no outro, pior ainda, fétido a la mijô de gatô.
O antigo candelabro enegrecido, oxidado pelas últimas réstias de brasa de um pavil umbandístico que até hoje não descolou. Belo feito o estrago da peça. Pelo visto, as velas bruxulearam até o último sumo da parafina. Ainda bem que os donos não existem mais para reclamar o descuido.
Puxa vida, que digníssimo encerramento! (agora que me dei conta) a gente nem se deu boa noite. Simplesmente desligamos como um gerador que chega ao seu limite máximo de funcionamento e pára; pifa sem mais nenhuma energia que reste.

Ah, mas nada é de graça nessa vida cheia de graça....
a paga pela estrapolação foi o day after a pontuar um arrasto de chinelas e um pipocar de bolinhas transparentes a estourar em volta da cabeça arrependida pelo falta de freios seguido do questionar lamuriento de "ó vida, ó céus, por que, por que, por que, hein?"

é...
é nessas horas que a gente se dá conta de que, para os que não têm arreios, a doidêra é baita agiota.
Sempre cobra altos juros.
E, pode crer, quando ele é alto e avalentoado na mora, aí sim que é chegada a hora.
A hora de se despedir e ainda pedir pra Loucura dar um tempo e ir de ré embora.




diário mui secreto e pós-ressaca; essa, considerada a última antes de entrar pro sistema.
Porto Alegre, 25 de janeiro de 2008.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

deusa da vida

na ausência de tempo hábil para aqui me extender, faço um rápido escolho:
tropeçar nas fases e pinçar as coisas soterradas, porém vivas, vivinhas!




mesmo que esqueça de olhar no calendário, ela lembrará você.
as cores se avivam! as árvores colocam brincos, as borboletas dão aura aos jardins e uma alegria há que se espalha por tudo enquanto os clarins tocam silenciosos sopros de perfumes em duelo.

os passarinhos em suas árias assobiadas despertam os manacás que começam acordar...
as gardênias inclinam-se à brisa que sopra do sul, balançando os Ipês tecedores de tapetes para a grande festa tão aguardada.

na sua recepção quero ser musa, medusa coroada de flores pra dançar bonita nesse mundo que agora a espera.
e depois de tantos passos, contra-passos, ritmos e cantos de fada, quero, de olhos fechados, jogar confete de pétalas, gritando bem alto:
deusa da vida, da rotação efêmera! venha primavera!

terça-feira, janeiro 29, 2008

bolinhas do alfabeto


os ventos sempre sopram tormentos

vento norte ou minuano

nunca se sabe onde vão parar rebentos

meta a cara

esqueça maus momentos

estufe o peito

anule a lógica

mostre a língua

perca o medo

não dê a descarga

deixa a coisa feder

faça adubo

do teu cóqui enxixizado

e então deixa a água da patente

de repente molhar o vento

com respingos de letras is

lindas bolinhas de alfabeto

sábado, janeiro 19, 2008

o verdadeiro abraço mais gostoso

Essa poesia eu fiz para o meu amigo de Terra Santa, Eduardo Saint Pierre.
O abraço dele sempre foi bom, mas, como dizem, para alguns, o tempo é como vinho em barril de carvalho, e, sem dúvida, o guri se aperfeiçoou no abraço.

Ô Dudu, um abraço!




não sei se algum dia o leitor sentiu

mas o abraço mais gostoso do mundo

ao contrário do que muitos pensam

apesar de ser aquele famoso

que envolve por inteiro

não é o de polvo

o abraço mais gostoso do mundo

não tem fundo

ele é fofo



fofo que suga

tal qual refil de tinta no tinteiro

e ele se estende até o dedão

e pode crer, não é massagem, não

na medida certa é pressão

de repente, incrível!

tudo pára

ouve-se um coração

é a cabeça perto do tum-tum cebolão

num acolhimento que por pouco

não vira um bom colchão



ah, o melhor abraço do mundo...

vitória das pestanas em alerta!

quando então a vida dum piscar

até o outro fechar dos olhos

por um milagre não consegue ser sonho


quarta-feira, janeiro 16, 2008


É possível que sendo vós uns pássaros tão pequenos, haveis de ser as roncas do céu?

sábado, janeiro 12, 2008

da ingratidão

essa é para os ingratos que apareceram, deixaram-se ficar, mas não ficaram.

(permitam-me brindar, neste momento, gotejando minha santa-imaculada ironia em cada partícula alcólica sugada. tim-tim!)



pelo que me parece, a ingratidão vem de uma rachadura por onde a alma deixa escapar o extraordinário doce da existência passado do ponto.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

baile de carnaval


lá no fundo azul

bem no fundo da caixinha

brilhando guardadas

as estrelas do carnaval

os anos se passaram em tantos

e hoje foi encontrada

ao simples toque de abri-la

voltam as cenas do filme da vida


as estrelas da minha infãncia

recolhidas depois do baile

depois de tantos anos

rutilam igual

e agora nesse instante

a velha voltou criança

pelo brilho das estrelas do carnaval



quarta-feira, dezembro 26, 2007

sexta-feira, dezembro 21, 2007

matáfora

metáfora (matáfora) irônica para aqueles amigos esquecidos dos amigos...






"é a partir de pequenos detalhes que se revela o todo."



a vida é correria, não há tempo. existem prioridades. não há tempo. o telefone não pára e, acima de tudo e das torres arranha-céus, dos anjos, de Deus, há os interesses. ah sim, os interesses, esses governadores-gerais da emoção.
não há tempo. e se acaso o faz que eu conheci quem me chama lá do outro lado, não importa. não há tempo. fecha-se a porta. não há tempo para respostas. apenas para propostas.

"detalhes, detalhes tão pequenos de nós dois..."
canta Roberto. canta pra mim.



quinta-feira, dezembro 13, 2007

quarta-feira, dezembro 12, 2007

bué da mãe bucicleide

a Terra tá que é um buenaço bueiro. O nome da Terra virou Bucicleide. Bucicleide do Bucaneiro, escrava dos Bucentauros.
Bufa bufona!
bué! bué! tem fartum, bué!
tem budum! bué! e é bucha!
Bufa bufona!
que saudade d´outros tempos mais bucólicos quando os bucentauros eram ainda apenas bulhufas a devorar bugalhos.
mas... e o Budha?
o Budha!? O Budha virou bugre, e hoje come até buchada.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

pra ter sonho bom


a sensação de sonho bom é quando se fica com um estiradinho na barriga, e mesmo depois de acordar nem carece ir logo comer. (a comida que desce, apaga as imagens flutuantes em auréola.)
essas coisas de sonos de sonhos é um sonho para muitos! tem gente que dorme mal, tem gente que nem tanto assim, mas eis que nunca sonhou sonho-caleidoscópio ...

quem sonha só com pretume, não pode desistir, porque o sono-filminho é fácil ter!
basta querer, não precisa muito apoquente. é só ficar deitado com travesseiro fininho, imaginar coisa boa, enchendo o pulmão e esvaziando bem devagarinho.
e então...
e então tu vai ver...
vai surgir até passarinho e tudo vai ser só bom-bom.

quarta-feira, dezembro 05, 2007


terça-feira, novembro 27, 2007

get off of the case!

à Tati Dias

há certas histórias que, por mais toscas que possam ter sido, têm um mérito: são inesquecíveis.
então, eternizo isso,- um pedaço escrito de nossa vivência nos derradeiros momentos em que nos despedimos do script estudantil.




nos dias beges dias que se arrastam cinco minutos antes da apresentação final do semestre, eis que um questionamento oscilante vai surgindo entre hesitações, entraves, e talvez (vá lá saber!) merecedor de alguma glória.

- tu apresenta a primeira parte.

- tá, a primeira parte.

- não, faz assim: apresenta a final.

- ok, a final.

- não, não, apresenta a primeira parte.

- tá bom, a primeira parte.

- não, pensando melhor, apresenta a final.

- tudo bem, arremato o mote. tem certeza?

- sim! mas nã... não. esquece. apresenta a parte do início.

- pô, mas afinal, tem que decidir! a primeira ou a última parte?!!!!!!!...



e então começa a apresentação.

quarta-feira, novembro 21, 2007

segunda-feira, novembro 12, 2007

quando pintei minha casa, escolhi várias cores. não existe cômodo algum que repete as cores. cada parte é destinada a sentir e viver um estado de espírito diferente. então, eis um haikaizinho dessa vivência carnavalesca.



depois de pintada
Olha morada!
ficou toda corada!

sexta-feira, novembro 02, 2007

suco do arrepio


Marquesa é a menina do pirulito da maçã verde, e tem segredo que não é segredo: a bala chiclé escondida na bolota quebrada e que arranha o céu da boca. nunca pode tomar suco de laranja, a pele do palato está toda machucada.

muitos já notaram! ela sempre disfarça o bochechão pra roer e mastigar tudo até virar caquinho, fazendo um monte de suco dentro da boca.

agora, acompanha a turma, não podendo brindar entre os alegres tim-tins alaranjados. então, sem copo na mão, pensa ela:
- hummm...
- eita dorzinha gostosa no canto da boca! essa minha maçã verde é cítrica, arrepia as bolinhas da língua como se ela sentisse frio!

terça-feira, outubro 30, 2007

décimo haikai


jaz a abóbora na janela
enquanto a ovelha
nem sabe que é pra ela

domingo, outubro 28, 2007

da ausência


o dia em que eu te pedir perdão
as caraminholas da tua cabecinha
esvanescer-se-ão...

tenho essa ligeira impressão
porque assim como tu eu sou
sou toda, toda coração!

segunda-feira, outubro 22, 2007

ministério da acidez

se na vida há muita educação, muita mesura, um atestado de otarice redunda em chegar.
penso que se tem de ser um estilo pé na porta, bocarra no mundo e perdigoto nos ares.
e então verás...
verás se um ser ministro, respeitado, com base em Antares não vai vingar...

terça-feira, outubro 16, 2007

grayriana

na falta da atmosfera necessária para o meu contínuo parir textual, vasculho arquivos remotos.
e ufa, bato o ponto.





Porto Alegre, 26/08/2005

segunda-feira, outubro 08, 2007

hãn-hãn! pisando em outubro, então dona the méris. mês dez em todos os sentidos. amo esse outubro ou nada. e, desde pequena, eu sempre imagino um cubo cheio de surpresas saindo quando se fala nele.



na real, os meus escritos são verdadeiras bravatas, e levá-los à sério é dar corda pra doido mental bater cinza de bituca em meio ao vento que não vem.


...o tempo vai passando e não sei por que cargas d´água eu insisto em continuar a ser essa finjidora, dramática vaselina de arranque verbal maquiado; e isso, tenho que admitir,- tudo apenas para fazer gênero na vã pretensão de ter alguma reba de personalidade que o valha; mas no fundo, pouco importa-me o pão e circo.

ah, claro, e o ópio?

prefiro na narguila fumegante com rosas, em cima do meu carpete.

a verborragia do post abaixo, mesmo que não pareça, é uma despretenciosa brincadeira, tentando alfinetar mais o eu, do que o tu, Daiane, propriamente; e enfim, tentar alguma coisa diferente; fazer (acho eu) nascer um ser que não é, que simplesmente nunca existiu ou, ora, ainda por quase pouco, não conseguiu existir. mas agora! xiiii já existe! a poeira foi levantada [foi bom pra caralho, (me dá um cigarro)]; e depois que as palavras vão ao ar, bau-bau, já era beibe, nada volta a ser como antes no quartel de Abrantes.

eu, por exemplo, descobri uma pobre coitada residindo dentro de mim; tri emocionada ela,- inflamada empregadinha escorpionina, tipo aqueles cachorros pequenos que latem quando o grandão tá na guia do dono, saca. ó, tadinha, cerra o punho quando o assunto é macacada. mas uma macacada com orgulho de suas jaulas, bananas, retinta negada forte, suada, bacana e rebolante às ganha até o chão. ui! uma pusta brasilidade cor de cobre!

Ai, aquelas influências irreversíveis (chá de cogu sem volta) de Fernando Pessoa, Alberto de Campos e Caeiro, sabe. O cara não deixava uma reles vírgula de vestígio de ser ele o cunhador de derrames da alma, palpitações por pasto verde, lágrimas ao vento por pétala caída na bosta... enfim, transmutação total do ser.

Acho bárbaro esses travestismos desnecessários. e justamente essas unnecessary things é que me dão um prazer absolutamente Necessário pra continuar tocando o barco da vida e motivando-me, cada vez mais, para viver o mundinho, o mundinho aquele, longe da selva, mas perto, bem perto dos sonhos, essas bençãos tão leves... quiçá tão hard... e divertidas, porque mexem com a emoção, pois, ao mesmo tempo que catárticas, purificam ao gerar um redomoinhozinho ora angelical e que finda num inferno muito do bom e delirante, que consegue rachar a alma ao meio de tanta satisfação por uma coisinha tão grão, tão zinha, besteirinha inha.

é, o meu mundo é dos átomos mesmo. estão ali, pequeninas e contidas, todas as energias circulando, caladas em suas invisibilidades micro, mas lá lá, chegando lá-lá-lá, estão bem lindas, fitness com bunda de saúva em calça de vinil brilhosa, absolutamente avassaladoras em suas pulsões mortais...
shshshshshshshssssssssscorpion, baby.
shhhhhhhhhhhhssssss cala-te, mulher. falar demais é dizer o que de nada serve.

quarta-feira, setembro 26, 2007

O mundo é uma ponchada de terra Vermelha em volta do olímpico

ó repugnante fraternidade! ali se postam os prosélitos sob o dossel de ferro e fogo da miséria. e depois da amotinação do enxame tricolor, o fogo da rocha arremeteu-se rubro, formando um arco cintilante acima da redoma Torquemada da Padre Cacique.

é uma coisa muito loca isso de falar de futebol; nunca fui fanática, mas é só cutucar o formigueiro que a coisa começa a se apoderar do meu espírito, tal qual psicótica devoção de converso em reunião de seita diabólica, e, quando a gente vê, está tomada de uma inflamação fervente de um sangue que nem mais meu deve ser...

na empolgação de comentar a foto da minha amiga de infância, nasceu esse resfolegueado desabafo meio à JC Braum das labaredas, meio à Psiquê do Cupido Lúcifer; e o estranhamento que se deu foi quando acabei o texto; não parecia que era eu, a mariana, tão desligada da perda de tempo que sempre achou o futebol... e sim, uma forma tenebrosa com alguns poucos indícios nisemblatianos a afundar as teclas, como se tambores de guerra fossem a retumbar na abertura sacra do Mar vermelho, ao reverenciar uma assembléia da qual sequer tem carteira.

seriam as divindades aquelas, a baixarem encachaçadas e ambrientas de alguma vitória nesse corpo cheio de orgulho que brota do nada?!?





ah, mas que sangria desatada esse sangue azul escorrendo pelas tuas veias e tinturando no chão o derramamento dessa paixão tão cega!


tudo bem, tudo bem, eu sou acobreada ovelha negra, virada casaca aos nove anos e sem arrependimento sempre pronto pra peleia; e sei, que por mais que todo o céu seja azul, toda guerra é vermelha.



mas vamos parar com a poesia, o papo agora é muito sério, mas ô guria, o que fizeram de ti depois desses tantos anos? tu, minha companheira de copo, trago, guitarra e viola, minha influência mais incisiva no pisar, virou gremista!!? uma gremista doente!? mas putakeospamesmo.



é foda. dói por dentro. tu, chimanga, e eu, maragata? ahhhhh, dói. dói, porque eu nunca vou te enxergar como gremista; e por mais que tu ache que tenha que se jogar mijo nos Colorados, eu acho mais ainda que estou sonhando e não me acordaram.

transpõe a barreira, eu sei que tu quer, eu sei que tu pode; entra na ambulância e vem ser sofredora, porque foi justamente contigo, Mazô, que eu aprendi, -sem dor, amor, não há o prazer!



mazááááááááááá, COLORADA!

não há tirano que cale a verdade rubra dessa alma Farroupilha!

sexta-feira, setembro 21, 2007

explicação A sides

dando continuidade a esfarrapada desculpa da postagem abaixo, cumpro falar do A sides, bravata das minhas migalhas de inspiração, anteriormente prometida.



tia, por que não posso comentar?







resolvi ser ditadora, acredita?
uma cegueira! uma febre tersã, uma sede insana de poder assomou-me à boca, da boca às teclas e, de chofre, sem mais tardar, a têmpera nata de um Nero se fez por cá, - as pessoas só comentam se eu quiser, quando eu quiser e acaaaaso forem consumidoras do laboratório Epifzer. e, ainda assim...



tudo depende.



depende do coooosmos.


dos moooscos.



e dos moços

dos moços bonitos que caminham e olham quando há que, ou



se há que.





e, se assim o for, deixo livre o comentar.




piu. piu. piu. piu. piu. piu e viva a prima Pio Bella vera!