
terça-feira, setembro 29, 2009
yesterdayghosts

sábado, setembro 26, 2009
foda-se
aqui ficar nem pensar!
toda a idealização caiu por terra
adeus última gota
ilusão efervescente
I´m under sea
eu sinto muito
sinto pela tua falta de tato
de sensibilidade, óh sensaborona!
o caminho é longo
anda
há toda uma estrada
e mesmo assim, essa é a tua vida
será sempre o que és
I´m under sea
então aceita um conselho
aprenda sutilezas com Debussy
escute Claire de Lune
e quando a melodia soar
dilua teu ser ingrato
aliás, tremendo mal!
essa marca delinqüente
tua sempre tão presente
e se não és capaz
compre manuais
estude a arte
como tratar uma Mulher
I´m under sea
e não pensa jamais! por ter voz veluda
o mundo está ganho
o planeta conquistado
as fendas vaginais abertas
ao teu vômito de esperma
eu não faço um favor quando telefono
sopra a voz apaga a pressa
modula em arabescos
envolva belle époque
seja meu homem hipnótico
I´m under sea
uma imagem de flores te foi enviada
e a recíproca? franca piada o desencanto insípido:
filminho drugstore lésbico pelos ares
por isso não pense por ter hora marcada
eu chegarei
sexta-feira, setembro 18, 2009
aos navegantes de outros mates
faço o invertido e o cupim
fiz a escolinha do mate
e hoje quem prova...
não esquece!

quinta-feira, setembro 17, 2009
o culto nada oculto

então, a rainha do lar lixa as unhas e responde:
" -não confunda, caro Nulla Unda Tam profunda Quam vis amoris Furibunda (lelê!)
Uma coisa é depressão, outra, no meu sublime caso, CULTO ao sono."
quarta-feira, setembro 16, 2009
vudu

domingo, setembro 13, 2009
os tantos eus que calham, ou não

" - Cristine, me diga, quem sou eu, quem sou eu para a tua pessoa? "
ao que ela responde, creio, meio embriagada.
- Na verdade, essa é uma pergunta que atravessam os séculos, querido.
De Shakespeare a Descartes, De William Blake a Caio Fernando Abreu;
mas a resposta, ao meu ver, que mais veio a calhar ao teu "quem sou eu"
está no livro de Fernando Pessoa. Afinal, ele tem mais de uns 11 eus. Então, dandy, neste momento, deves estar no teu 4º eu. O eu aquele...
intenso
ele, num ímpeto, larga-lhe uma pergunta inoportuna:
- então, eu sou boa pinta?
ela ri, ignora, fingindo não ter escutado a asneira, até porque ele não era nada boa pinta, e ela, uma contumaz diplomata, não gostava de ferir o orgulho dos feios; e continuou a responder:
sentir-se vivo, voltando pras cavernas, e sendo o bicho-homem do qual não pode fugir...
o bicho-homem que quer arrastar a presa,
difundir a espécia num só golpe, ou melhor, em alguns bons golpes.
o 4º Edwald quer ir pro quarto.
há! ela ri, essa foi boa. bingo pra mim. sou muito sincera, desculpa; traz um Martiny e acende meu cigarro...
quarta-feira, setembro 09, 2009
quinta-feira, agosto 27, 2009
uma chata de galocha pro tio
segunda-feira, agosto 24, 2009
quarta-feira, agosto 19, 2009
ao amigo assediado

quinta-feira, agosto 13, 2009
sábado, agosto 08, 2009
sábado, julho 25, 2009
hidden treasures
- guris! que saudade! e aí o que vocês contam de novidade?
- ah,agora eu tenho um carro bem grande, que anda bastante e não gasta gasolina.
- e eu tenho uma casinha nova, boa pro verão, mas que uso no inverno também, porque ainda não tive dinheiro pra comprar outra. e tu, tem alguma pra contar pra gente, tia?
- ah, por esses dias, eu tenho um queixo enorme, pendente, parece uma imensa mandíbula achatada de jacaré.
-ué, porquê?
- de ficar boba, vendo vocês.
segunda-feira, julho 20, 2009
backspace, o nobel da paz
terça-feira, julho 14, 2009
a máscara do capo
"-repara naquela cara cínica, de dedo-duro que ele tem. pode crer, pode crer que, por pequenos detalhes, a máscara dele cai sem ele se dar conta."

segunda-feira, julho 13, 2009
O Chico nasceu!

quarta-feira, junho 24, 2009
segunda-feira, junho 22, 2009
news
gostaria que assim continuassem os insights. por ora, tenho outros. não melhores. diferentes.
todavia, ainda não abandonei de todo esse espaço, talvez, por perceber que as pessoas ainda aqui chegam, não sei se por acaso, ou em busca de notícias. então, a consciência de continuar na dança das palavras, pesa. mas, para o bom sossego, lhes digo, - está tudo bem; está tudo indo, tio, Josué, Ane, Leonardo e espiões dos meus corações tantos.
deixo a vocês, um outro recanto, para me verem de forma mais rápida, e também igualmente poética.
é só seguir a trilha:
quinta-feira, junho 04, 2009
do vazio mental filosofado
segunda-feira, junho 01, 2009
o laconismo e a prolixidade.
...
um dia deram-se as mãos e resolveram compartilhar papéis na existência...
e depois de algumas idas e vividas, a prolixidade disse:
- ai, laco que loco ser assim!
ao que ele redarguiu:
- ai proli, me lixo ser assim.
tendo então laco convidado:
-ah, então vamos nos lixar juntos!?
tendo proli respondido:
- hum... se for com "x" não vai dar certo... no entanto, se for com "ch" vai ser chamego na certa.
sexta-feira, maio 01, 2009
quarta-feira, abril 01, 2009
sexta-feira, março 20, 2009
olhe
"olhe nos olhos do cavalo e verás a tristeza do mundo."
Guimarães Rosa
segunda-feira, março 02, 2009
bolinha de gude
é redescobrir toda riqueza
de quando eu nada tinha e tinha tanto
como é bom voltar no tempo...
formidável sabor
hoje secretamente
abrir aquela caixa toda enfeitada
que te dei com chocolates suíços
ver as bolinhas de gude da tua infância
algumas foscas, outras ainda com um breve rutilar
misturadas com os pequenos côcos
que eu catei quando corria pelo pátio da escola
só tu mesma pra guardá-los como tesouro!

então percebi que és eterna menina da Vasco da Gama
a desapegada comunista e filha do meio que sempre, sempre
me alertou:
não deixa que tu´alma seja ervilha diminuta
te expande! jamais deixa tua arte morrer
porque o que resta, minha filha
um dia já não estaremos aqui pra saber o quê
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
bocudo!
coisas essas necessárias saber depois lá dos seus vinte e poucos anos, mas enfim, como um bom serafim cabeça-dura, acha o máximo querer ser um jesus amado, padim cícero do capinzal misericordioso, e em vez de ter benção e suspiro da amada, acaba por dançar o créu abaixo de rolo de macarrão. te liga, bico!

sexta-feira, fevereiro 06, 2009
protocolo do beijo

beijo pra bater o ponto. o ponto de encontro que o tempo bifurcou em duas estradas... each one of us walking in two roads. you are in the one I didn´t take, but it´s close, very close to me. and perhaps, who knows, in the end of path I´ll find yours. and, why not, you´ll find mine...
quando tu passar por esses caminhos do coelho natalino, não esquece que tem pedágio,-tem que deixar um oi, uma estrela do shift número oito, um arroba, pode ser parênteses com segredos em morse dentro, acentos chapéuzinho de vovô, chapéuzinho de chuva pra fazer estampa, pode ser apenas isso, e eu já vou entender que não foi silêncio. que o resto de tudo não foi silêncio.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
a trégua (?)
querido tio, mesmo que através dos intervalos do meu silêncio, compactuo contigo o "até quando?".

"com pompas e fanfarras declaradas em Sharm Al-Sheik, uma trégua em mais um capítulo sangrento das relações entre judeus e palestinos.
toneladas de palavras despejadas, toneladas de artefatos bélicos usados, milhares de feridos, mortos, traumatizados…
a máquina bélica e a insanidade humana cobraram seu dízimo até o pagamento da próxima prestação.
será que estamos condenados a uma eterna luta sem fim?
será o desdém, a raiva, o ódio, nosso legado às futuras gerações? "
mario nisemblat
sexta-feira, janeiro 16, 2009
nos caminhos do tempo

sexta-feira, janeiro 09, 2009
para você

(Carlos Drummond de Andrade)
sábado, dezembro 20, 2008
carteira assinada
segunda-feira, dezembro 01, 2008
o menino luminoso
vou fazer uma poesia da criança que tu és
ah menino luminoso
pelas tuas mão o sol levanta
dos cabelos em fios de ouro
pendem pulseiras de sereia
em pólen a pele ilumina o rosto
dos olhos vêm cores da primavera
miraculoso cristal é o sorriso
que vem vibrando em sons de seda
e mediante o mundo grande que te olha
por que, menino luminoso, derramas lágrimas?
desliza ágatas e esmeraldas
na alegria a agüinha sai azul
e quando no rosto ondula o verde
é a tristeza que transborda...
para colocar nesse rio tão puro
Ó, menino luminoso
de escondido rosto nas mãozinhas
e embriaga a poesia!
sábado, novembro 29, 2008
dedo cruzado
sábado, novembro 15, 2008
terça-feira, novembro 11, 2008
clandestinos
deu na telha! e rumo a uma outra desconhecida
descemos num vilarejo colorido
caminhamos alguns passos, e, logo a nossa frente,
um lugar querido, com bancos e jardim
pareceu nos receber com sua alegria amarela...
bom fazer amizade com cachorros dóceis que lá cuidavam
a porta da varanda casa estava aberta
pelo visto, não se importaram nenhum pouco
com o nosso xixi e o escovar de dentes clandestinos;
parecia um sonho a Gabriel Garcia e Marquez estar ali.
só agora que percebi.
sábado, novembro 08, 2008
sexta-feira, outubro 24, 2008
quarta-feira, outubro 01, 2008
I´m your mirror
todavia, na via, assovia a cotovia, talvez, feliz porque chovia...
baby - presta atenção - assim como tu, também tomo vacina pra ter casca de pedra, mesmo que alfajores eu tenha por recheio.
quinta-feira, setembro 25, 2008
O Mundo Mágico da Voz

Hoje estava com saudades e queria saber da voz. Da tua voz. Aliás, sempre achei que a voz diz tudo. Ah, e as palavras também; e, acho, inclusive, que dizem até bem mais. Todavia, um fato é certo: o que a voz diz, as letras desenham em sua mudez. E o que as letras dizem, a voz não atinge em sua rapidez.
domingo, setembro 14, 2008
sábado, setembro 13, 2008
nada morrerá
tu estava no outro lado da rua
enquanto eu me distanciava em retilínio afastamento
na poltrona virada em direção contrária
aquela que ninguém gosta de sentar porque dá tontura...
dentro do ônibus eu fui me indo
e à medida em que ele acelerava pra longe
eu fui te vendo tão perto
e ali naquele instante imaginei nosso adeus
sei que não devemos pensar ou falar nessas coisas
mas pensei que daquela forma seria lindo
porque nosso encontro na rua parecia um sonho
e no teu aceno
descobri que a nossa cuplicidade
nasceu justamente
porque de ti nasci
e estou aqui pra te continuar
quarta-feira, setembro 10, 2008
domingo, setembro 07, 2008
segunda-feira, setembro 01, 2008
não deu pra ficar

ver as minhas coisas intactas, os livros intocáveis, exatamente na fileira da leitura aguardada daquela época das Letras lá pela metade do curso, os sapatos dos passos de antes que iam a lugares inconfessos, as calças velhas de dormir que moldavam o meu outro corpo esguio, dobradas, quase do jeito que as tinha deixado quando eu era diferente, sim, quando eu era outra pessoa, acho que uma outra Mariana; sentir as coisas que eu sentia há mais de três anos atrás, os anseios, os medos, o afã pela liberdade nas noites no Bonfim, ou por alguma troca urgente di´algum eflúvio intelectual que ao menos me tricotasse o cérebro... e não deu. ficou quase insuportável ficar ali, não agüentei.
Se ao menos tu estivesses acordada, acho que seria bom, muito bom mesmo te ter por ali, te ver nebulosa, mas dentro da minha visão periférica.
Quando tomei a decisão, já estavas longe, (contudo não fui insensível em simplesmente sair dali, inclusive, acho que nunca fui insensível em toda minha vida, por mais que tenha alardeado, convicta, ser de ferro e fingir ser forte sangrando talhada por dentro depois de comer merda quando da separação daquele amor nefando) dei um boa noite do meu jeito, fui no teu quarto e que acalento meigo pro meu delírio, vi duas xipófogazinhas ali, iluminadas pela luz pardacenta do corredor, e senti a minha gata ronronante tão leve, agora tão tua, dormitando em cima de ti - quase uma pluminha, uma pena cinzenta como a extensão do teu corpo; e então lembrei da história do Homem do Algodão Doce que tinha acabado de parir.
Ah, mulher de Deus, não é fácil ter em si radares para espectros e ser assim - uma alma em carne-viva.















